! Adriano joga pelo quarteto e coloca o Brasil na final - 25/06/2005 - UOL Esporte - Futebol
UOL EsporteUOL Esporte
UOL BUSCA


  25/06/2005 - 14h49
Adriano joga pelo quarteto e coloca o Brasil na final

João Henrique Medice
Enviado especial do UOL
Em Nuremberg (Alemanha)

OS GOLS

Adriano cobra falta e abre o placar do jogo em Nuremberg


Podolski sobe sozinho e, de cabeça, empata a partida


Ronaldinho cobra pênalti e deixa o Brasil em vantagem


Dida não agarra a cobrança de Ballack no fim do 1º tempo


Adriano vence Huth e define vitória brasileira na Alemanha
Dos quatro jogadores que formam o quarteto ofensivo da seleção brasileira, apenas Adriano brilhou. E isso foi o suficiente para o Brasil vencer a Alemanha por 3 a 2 na tarde deste sábado, em Nuremberg, pelas semifinais da Copa das Confederações. A seleção agora decide o torneio contra o vencedor da partida entre Argentina e México.

Com a classificação para a decisão da Copa das Confederações, o quarteto ofensivo ganha uma sobrevida. O técnico Carlos Alberto Parreira afirmou que pretende usar a formação na Copa do Mundo, mas até agora o time tinha sofrido diante de rivais mais fortes.

Contra a Alemanha, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho tiveram atuações discretas. Mas a estrela de Adriano brilhou. Ele sofreu um pênalti e marcou dois gols. Ironicamente, o atacante ocupa a vaga do maior algoz recente da Alemanha. Adriano está no lugar de Ronaldo, autor dos dois gols sobre os alemães na final da Copa do Mundo de 2002.

O resultado também serviu para o Brasil quebrar um pequeno tabu. Há um ano a seleção não vencia equipes campeãs do mundo. Na série foram quatro empates (com Uruguai (duas vezes), Argentina e Alemanha) e uma derrota (para os argentinos). Já a Alemanha não vence um grande do futebol mundial desde 2000.

E esta não foi a única vitória da seleção brasileira sobre a Alemanha nesta semana. Na sexta-feira, o time sub-20 ganhou dos alemães nas quartas-de-final do Mundial da categoria, que está sendo realizado na Holanda.

O jogo
Depois de poupar quatro jogadores na partida de quarta-feira contra o Japão, o técnico Carlos Alberto Parreira promoveu o retorno dos titulares. E fez uma mudança: colocou Maicon no lugar de Cicinho. Entretanto, o lateral pouco produziu na primeira etapa.

O Brasil começou a partida bastante recuado, vendo a Alemanha tocar a bola. Entretanto, os donos da casa não conseguiam penetrar na área brasileira. O primeiro lance de perigo aconteceu apenas aos 16min, quando Schneider arrematou de fora, por cima do gol de Dida.

Quando estava começando a ser pressionado de verdade, o Brasil achou o gol. Aos 19min, Adriano cobrou falta da intermediária, a bola desviou na barreira e entrou no meio do gol, enganando o goleiro Lehmann.

INVASÃO CORINTIANA

Pela terceira vez na Copa das Confederações, a segunda em jogos do Brasil, um torcedor invadiu o campo, expondo a fragilidade do sistema de seguraça alemão a menos de um ano para a Copa do Mundo.

A invasão aconteceu logo aos 6min de jogo. Um torcedor entrou correndo no gramado e entregou a bandeira do Corinthians para o atacante Robinho. O invasor foi cercado pela polícia e retirado à força de campo. Cena parecida aconteceu na partida contra o Japão, na quarta-feira.
A seleção, entretanto, teve pouco tempo para comemorar a vantagem. Três minutos depois, a Alemanha aproveitou um dos maiores pontos fracos do Brasil para empatar: a bola aérea. Deisler cobrou escanteio e Podolski, livre de marcação, cabeceou longe do goleiro Dida.

O jogo melhorou. O Brasil teve uma grande chance aos 33min, com uma tabela entre Kaká e Robinho. O jogador do Milan chutou prensado, e desta vez Lehmann conseguiu fazer a defesa.

No final do primeiro tempo, dois pênaltis movimentaram o placar. Aos 42min, Adriano invadiu a área e foi empurrado por Huth. Ronaldinho Gaúcho cobrou forte, no canto direito de Lehmann, e colocou o Brasil novamente na frente. A Alemanha empatou nos acréscimos. O árbitro Ricardo Chandia marcou pênalti após um agarra-agarra na área. Ballack bateu bem e fez o segundo gol dos donos da casa.

"Nós temos que continuar com a mesma disposição", disse Parreira no intervalo. O técnico mexeu na equipe, colocando Cicinho no lugar de Maicon. "É para ele ir para cima daquele zagueiro pesadão (Huth)", justificou.

Mas foi a Alemanha quem voltou melhor, tentando as jogadas nas costas de Roque Júnior. Apagado, o quarteto ofensivo demorou para levar perigo à meta alemã. Aos 11min, Ronaldinho encontrou Robinho na ponta direita. O atacante santista chutou firme, mas para fora.

A Alemanha deu o troco aos 17min. Em contra-ataque, Ballack tentou encobrir Dida, mas Cicinho impediu que a bola fosse em direção ao gol. Dois minutos depois, o meia tentou de novo, mandando nas mãos de Dida.

ESTATÍSTICAS
AlemanhaBrasil
Dribles633
Passes errados6042
Desarmes122128
Faltas cometidas2118
Chutes a gol1312
Escanteios46
Impedimentos14
Jogadas de linha de fundo1712
Só depois dos 30min o Brasil levou perigo. No primeiro lance, Lucio cabeceou por cima do gol de Lehmann. Na seqüência, Adriano marcou. O atacante da Inter de Milão recebeu um passe de Robinho, invadiu a área e chutou cruzado, estufando as redes.

O Brasil se animou com o gol e quase ampliou, perdendo chances com Robinho e Cicinho. Temendo uma pressão da Alemanha, Parreira colocou em campo Renato e Júlio Baptista. A seleção passou a segurar a bola até o apito final, não sofrendo perigo dos alemães.

"É uma satisfação muito grande. Não tinha feito boas apresentações nas última partidas, mas sabia que poderia ajudar a equipe", disse Adriano.

O atacante brasileiro foi elogiado até pelo maior astro da história do futebol alemão: Franz Beckenbauer. "O Adriano é fantástico", disse o Kaiser, presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo. "O jogo foi excitante, com cinco gols, e a Alemanha pagou pelo fato de ter um time muito jovem, ainda inexperiente para enfrentar um time como o Brasil."

ALEMANHA
Lehmann; Friedrich, Huth, Mertesacker e Schneider; Frings, Deisler (Hanke), Ballack e Ernst (Borowski); Kuranyi (Asamoah) e Podolski
Técnico: Jürgen Klinsmann

BRASIL
Dida; Maicon (Cicinho), Lucio, Roque Júnior, Gilberto; Emerson, Zé Roberto; Kaká (Renato), Ronaldinho Gaúcho; Robinho (Júlio Baptista) e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira

Local: Frankenstadion, em Nuremberg
Árbitro: Ricardo Chandia (Chile)
Cartões amarelos: Adriano, Roque Júnior, Cicinho e Emerson (B); Deisler (A)
Gols: Adriano (B), aos 19min, Podolski (A), aos 22min, Ronaldinho Gaúcho (B), aos 42min, e Ballack (A), aos 48min do primeiro tempo; Adriano (B), aos 30min do segundo tempo

Leia mais
Veja também


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
03/09/2007
Mais Notícias