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   17h51 - 23/06/2003

Brasil decepciona e é eliminado na Copa das Confederações

Da Redação
Em São Paulo

O Brasil já deu adeus à Copa das Confederações. Na tarde desta segunda-feira, no Estádio Geoffroy-Guichard, em Saint Étienne, a seleção empatou com a Turquia em 2 a 2 e foi eliminada. Para seguir na competição, a equipe dirigida por Carlos Alberto Parreira precisava vencer o confronto.

Além dos turcos, que precisavam hoje só do empate por terem marcado um gol a mais do que o Brasil, os camaroneses também garantiram vaga no Grupo B. A seleção africana ficou no empate com os Estados Unidos, que completavam o grupo. Quinta-feira, nas semifinais, Camarões joga com a Colômbia, enquanto a Turquia pega a anfitriã França.

A seleção adulta do Brasil não era eliminada na primeira fase de competições mundiais desde 1966, quando acabou fracassando na Copa do Mundo da Inglaterra. Apesar disso, o técnico Parreira não vê o prestígio brasileiro abalado: "Nós perdemos cinco jogos nas eliminatórias, em algum momento o nosso futebol ficou desprestigiado? O futebol brasileiro é irretocável", disse, irritado.

Parreira não corre nenhum risco de demissão, como aconteceu com Emerson Leão após o fracasso na Copa das Confederações de 2001 -naquela ocasião, o time sem estrelas (como o de agora) caiu nas semifinais, e Leão foi demitido ainda no avião. Só que o técnico atual da seleção já sofre pressões por todos os lados antes mesmo de iniciar seu trabalho nas eliminatórias.

A partir de setembro, Parreira comanda o time numa longa caminhada rumo à Copa do Mundo de 2006. Esta Copa das Confederações, segundo ele, era a chance de alguns jogadores mostrarem que merecem estar no grupo -quase fechado na cabeça do treinador- que começa a disputar as eliminatórias sul-americanas.

Em campo, contra a Turquia, o Brasil fez de fato seu melhor jogo no torneio. Os jogadores e a comissão técnica haviam reclamado muito dos times de Camarões e Estados Unidos que, segundo eles, não haviam entrado em campo para jogar contra o Brasil, mas sim para se defender.

Desta vez, o Brasil não pode reclamar do futebol turco (aliás, realmente nenhum jogador reclamou neste sentido). Terceira colocada na última Copa, a Turquia jogou exatamente no mesmo esquema utilizado durante o Mundial, mudando apenas as peças -cinco jogadores que entraram como titulares nem estiveram na Copa, mas outros seis titulares eram os mesmos que perderam do Brasil na primeira fase e nas semifinais daquela competição.

"Contra o Brasil todo mundo muda", sentenciava Parreira antes do jogo. Não foi o caso. A Turquia não mudou o seu estilo e, após estar perdendo por 1 a 0 no primeiro tempo, partiu para cima na etapa final e chegou à virada. Correndo muito, o time europeu levou o empate no final, mas já era tarde.

No primeiro tempo, o Brasil foi muito superior. Mesmo tendo a torcida toda a seu favor, a Turquia estava apavorada em campo com a marcação pressão exercida pela seleção brasileira.

Precisando ganhar o jogo, Parreira sacou os laterais Belletti e Kléber, que foram mal nos primeiros jogos, e mandou a campo Maurinho e Gilberto, mais descansados. Ilan entrou no ataque ficando com a vaga de Alex, e Ronaldinho Gaúcho, para auxiliar Ricardinho no meio, atuou um pouco mais recuado.

As alterações surtiram efeito. Logo aos 6min, Kléberson cruzou da direita para a ponta esquerda da área e Ilan, de cabeça, acertou o travessão. Dois minutos depois, Korkmaz falhou e Ricardinho perdeu boa oportunidade.

Melhor em campo, a seleção pentacampeã desperdiçou uma chance incrível aos 16min. Após erro do goleiro Rustu, Ronaldinho dominou a bola dentro da área e rolou para Adriano. O jogador do Parma, livre, com o gol vazio, parece que mirou em Korkmaz, que acabou salvando em cima da linha.

Adriano, no entanto, se redimiu aos 23min. O centroavante recebeu lançamento em profundidade de Lúcio, ajeitou no peito e tocou por cobertura, abrindo o placar em grande estilo. Os turcos reclamaram impedimento, mas a posição de Adriano era legal.

Na tentativa de acertar o seu time, o técnico Senol Gunes foi corajoso e trocou, logo aos 36min, Volkan por Yilmaz. A Turquia, porém, continuou ameaçando pouco o gol defendido por Dida.

Aos 37min, após troca rápida de passes, a bola sobrou para Ilan, livre na área. O atacante do Atlético-PR, que não jogou bem em sua primeira partida como titular da seleção, demorou para chutar e foi travado. Aos 46min, Ronaldinho cobrou falta na entrada da área, mas mandou por cima do gol.

O time de Carlos Alberto Parreira voltou pior para o segundo tempo. "Faltou saúde", explicaria depois o treinador, dizendo que o Brasil foi melhor do que todos os seus adversários na etapa inicial, mas caiu sempre nos últimos 45 minutos.

E a seleção pagou caro pela "falta de saúde". Disposta a empatar a partida, a Turquia pressionou os brasileiros e marcou o gol de empate aos 8min. Aproveitando-se de falha na linha de impedimento brasileira, Gokdeniz recebeu livre pela direita e tocou por cima de Dida, encobrindo o goleiro e levando ao delírio a barulhenta torcida turca.

O Brasil sentiu o gol e ficou perdido em campo por pelo menos dez minutos. Aí, finalmente Parreira resolveu promover alterações. Gil entrou no lugar de Ilan, e Alex substituiu Ricardinho, que mais uma vez foi pouco vertical em campo, dando uma enorme quantidade de passes para o lado ou para trás. Aos 26min, o técnico ainda fez uma troca de laterais, botando Kléber no lugar de Gilberto.

À base da pressão, a seleção tentou descontar com Adriano, em cobrança de falta, aos 20min. O jogador chutou com violência, mas sem direção. A Turquia, no contra-ataque, mandou por cima do gol, com Ergun.

Aos 28min, quando os turcos já haviam perdido algumas chances de matar o jogo, o Brasil perdeu uma oportunidade de ouro. Após ótima jogada, Alex abriu pela direita para Maurinho, seu companheiro no Cruzeiro. O lateral invadiu a área mas chutou mal, em cima de Rustu, perdendo a chance de se consagrar.

O castigo veio aos 35min. Em um contra-ataque fulminante, em que três turcos ficaram frente a frente com Dida, Yilmaz sepultou as esperanças brasileiras após passe de Basturk. "Não costumo reclamar do juiz, mas acho que o Basturk estava adiantado quando recebeu a bola", declarou Ricardinho.

Depois do segundo gol, o Brasil partiu no desespero total para o ataque e chegou ao gol em investidas de Alex e Ronaldinho. Já nos acréscimos, a dupla tabelou e Alex empatou a partida. Ronaldinho tentou pegar a bola no fundo do gol, trocou empurrões com o goleiro Rustu e acabou expulso. Mas depois disso não houve tempo para mais nada.

BRASIL
Dida; Maurinho, Lúcio, Juan e Gilberto (Kléber); Emerson, Kleberson, Ronaldinho Gaúcho e Ricardinho (Alex); Ilan (Gil) e Adriano
Técnico: Carlos Alberto Parreira

TURQUIA
Rustu; Korkmaz, Akyel e Ozalan; Ibrahim, Ergun (Toraman), Volkan (Yilmaz), Selkun, Gokdeniz e Basturk; Tuncay
Técnico: Senol Gunes

Local: Estádio Geoffroy-Guichard, em Saint Étienne (França)
Árbitro: Markus Merk (Alemanha)
Cartões amarelos: Gilberto, Lúcio, Ronaldinho Gaúcho, Alex (B); Korkmaz, Rustu (T)
Cartão vermelho: Ronaldinho
Gols: Adriano, aos 23min do primeiro tempo; Gokdeniz, aos 8min, Yilmaz, aos 35min, e Alex, aos 48min do segundo tempo


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