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   17h49 - 21/06/2003

Brasil joga mal e vence os EUA apenas por 1 a 0

Julio Gomes Filho
Enviado especial do UOL
Em Lyon (França)

A seleção brasileira ficou longe de ser brilhante, mas conseguiu sua primeira vitória na Copa das Confederações e segue com chances de se classificar para as semifinais da competição. O Brasil venceu os Estados Unidos por 1 a 0 no Estádio Gerland, em Lyon, se recuperando da derrota sofrida para Camarões na estréia.

Agora o Brasil soma três pontos ganhos no Grupo B, na vice-liderança ao lado da Turquia. Como tem saldo igual (de zero) e marcou um gol a menos do que os turcos, porém, a seleção terá de vencer o jogo de segunda-feira em Saint Étienne. A Turquia precisa de um empate apenas para ir às semifinais. Camarões, com seis pontos, já está classificado, enquanto os EUA estão fora após as duas derrotas.

A seleção brasileira tenta contra a Turquia evitar um fiasco histórico: desde a Copa de 1966 que a seleção adulta do Brasil não é eliminada na primeira fase de uma competição oficial. Além disso, uma eliminação precoce pressionaria o técnico Parreira antes mesmo do início das eliminatórias para a Copa de 2006, que começam a ser disputadas em setembro.

No primeiro tempo do jogo deste sábado, o Brasil foi diferente do time que jogou contra Camarões. Primeiro pela marcação, realizada já no campo de defesa do adversário. Segundo pelo movimentação de bola com velocidade, justamente o que Parreira queria com a entrada de Alex no lugar de Gil.

Alex não foi tão brilhante assim, mas acertou bons passes na frente. Com a ausência de Gil, Ronaldinho e Adriano tiveram mais liberdade para cair pela esquerda e criar jogadas de perigo. "Com certeza a movimentação melhorou, principalmente para mim, agora eu tenho a chance de me movimentar bem na frente", comentou Adriano após a partida.

Até os 6min, os EUA praticamente não pegaram na bola. Foi quando o Brasil criou sua primeira grande chance de gol. Ronaldinho cruzou para Adriano, que ajeitou dentro da área, virou o corpo e chutou forte. A bola passou à direita do gol de Howard, levando muito perigo.

Aos 22min, o time foi compensado pela marcação adiantada. O zagueiro central Berhalter se atrapalhou na saída de jogo e perdeu a bola para Adriano na intermediária. O atacante avançou com a bola e chutou mal de fora da área, em cima do goleiro. Só que a bola voltou para o próprio Adriano que, com o gol livre, só teve o trabalho de empurrar com a perna direita.

Com vantagem no placar, o Brasil relaxou um pouco em campo. Mesmo assim, o time ficava praticamente o tempo inteiro com a bola, sem dar chance para os Estados Unidos criarem qualquer tipo de jogada no ataque.

Aos 34min, a seleção novamente chegou perto do gol. Após jogada rápida de contra-ataque, Ronaldinho enfiou ótima bola para Ricardinho, que entrava na área em velocidade. Só que a bola caiu no pé ruim do meia, o pé direito, e Ricardinho chutou fraco para defesa do goleiro.

Aos 39min, Alex lançou na medida Ronaldinho pela direita. O atacante cruzou bem para Adriano, mas o atacante, puxado pelo adversário, não conseguiu cabecear.

Aos 43min, os EUA chegaram perto pela primeira vez. E foi numa cobrança de falta cobrada por Mathis, que passou perto do gol de Dida. Aos 45min, após bobeada de Ronaldinho, foi armada uma jogada de contra-ataque pelos americanos. Após cruzamento da direita, Donovan tocou mal. Neste lance, Donovan foi travado por trás por Emerson e pediu pênalti. O árbitro português Lucílio Batista nada marcou, apesar da reclamação.

No segundo tempo, o Brasil voltou com um posicionamento um pouco diferente. O time esperava os Estados Unidos mais atrás, tentando as saídas rápidas para o contra-ataque. Apesar de precisar fazer mais um gol para jogar pelo empate contra a Turquia, o Brasil esteve apático na etapa final.

O primeiro -e um dos poucos- lance de perigo da seleção na etapa final foi aos 5min. Alex levantou bola na área na cabeça de Adriano, que tocou forte para boa defesa do goleiro Howard. Aos 9min, novamente o goleiro americano se destacou, espalmando chute forte de Alex de fora da área.

Aos 15min, a seleção norte-americana ameaçou o gol de Dida. Depois de um chutão pra frente, Donovan ganhou da zaga na corrida, invadiu a área e bateu forte, mas Dida fez grande defesa.

A partir daí, o jogo ficou monótono. O Brasil só ameaçou em uma cabeçada de Adriano e uma cobrança de falta de Ronaldinho. Já os EUA, time de pouca qualidade técnica, pouco chegaram.

O duelo entre Brasil e Turquia será o primeiro duelo entre os países desde a Copa do Mundo de 2002. Naquela competição, a seleção ganhou dos turcos duas vezes, na primeira fase e nas semifinais.

"O jogo é especial porque vale a classificação do Brasil. Mas se eles vêm mordidos, aí não cabe à gente julgar. Temos que fazer nossa parte, que é jogar futebol, aquela situação já passou", comentou o capitão Emerson.

BRASIL
Dida; Belletti (Maurinho), Juan, Lúcio e Kleber; Émerson, Kléberson, Ricardinho e Alex (Gil); Ronaldinho e Adriano (Ilan)
Técnico: Carlos Alberto Parreira

EUA
Howard; Berhalter, Cherundolo, Bocanegra e Gibbs (Convey); Mastroeni (Twellmann), Steawart, Beasley e Klein (Lewis); Donovan e Mathis
Técnico: Bruce Arena

Local: Stade de Gerland, em Lyon (FRA)
Árbitro: Lucílio Cardoso (POR)
Cartões amarelos: Belletti, Gil (B), Cherundolo, Stewart, Bocanegra (E)
Gol: Adriano, aos 22min do primeiro tempo
Público: 20.306 espectadores


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