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Com Landim, Flamengo mantém 'rodízio' de treinador: um a cada sete meses

30/11/2021 08h00

Classificação e Jogos

Acabar com a rotatividade no comando do time era um dos objetivos da atual diretoria de Rodolfo Landim, que assumiu a presidência do clube em 2019, o qual não foi atingido. Confirmada a saída de Renato Gaúcho, o Flamengo chega a cinco trabalhos interrompidos em três anos, repetindo o problema de anos anteriores. Abel Braga, Jorge Jesus, Doménec Torrent, Rogério Ceni e Renato Gaúcho, profissionais dos mais virados perfis, foram os treinadores do clube.

O Flamengo ainda teve Marcelo Salles como técnico interino em junho de 2019, por quatro jogos, entre os trabalhos de Abel Braga e Jorge Jesus. Na reta final de 2021, Maurício Souza comandará a equipe do Flamengo por quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, confirmou o clube após o desligamento de Renato.

O trabalho dos técnicos na "Era Landim", portanto, durou 208 dias, em média, entre a data de anúncio da contratação e de confirmação da saída do clube. O mais longevo foi o de Jorge Jesus, 412 dias entre julho de 2019 e julho de 2020.

Entre os treinadores, o que ficou menos tempo no cargo foi Doménec Torrent (101), seguido por Renato Gaúcho (136), Abel Braga (148) e Rogério Ceni (242).

Estudioso, boleiro, estrangeiro ou brasileiro... A diretoria do Flamengo foi atrás de técnicos de perfis distintos neste período. Com a demissão de Renato, o clube agora se posiciona no mercado atrás de um novo profissional, mas ainda não há indicação de nomes. No próximo sábado, o clube passará por eleições.

Independentemente do perfil, nenhum profissional conseguiu iniciar e encerrar uma temporada no comando do Flamengo nos anos de 2019, 2020 e 2021.

Vale destacar que Jorge Jesus tinha vínculo com o Flamengo e não o cumpriu por opção dele, e não do clube, que desejava a continuidade do trabalho. Os demais treinadores foram demitidos ou deixaram o cargo "em comum acordo".

Muitas trocas marcaram a "Era Bandeira"

As muitas trocas de técnicos também foram uma marca da gestão de Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube por dois triênios (2013-15 e 2016-18).

Foram 13 treinadores no período, sendo que Dorival Júnior comandou o time em duas oportunidades. Ele, Jorginho, Jayme de Almeida, Ney Franco, Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira, Zé Ricardo - quem ficou mais tempo à frente da equipe, 15 meses - Paulo Cesar Carpegiani e Mauricio Barbieri foram demitidos. Já Mano Menezes e Reinaldo Rueda pediram para sair e Muricy Ramalho se afastou do cargo por conta de problemas de saúde.

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