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Derrota do Corinthians para o Flamengo era previsível, mas não precisava ser constrangedora

02/08/2021 07h00


Até mesmo o mais fanático torcedor do Corinthians sabia que dificilmente o time sairia da Neo Química Arena com uma vitória sobre o Flamengo. No entanto, o que chateou demais a Fiel foi o modo como a derrota por 3 a 1 foi conduzida no último domingo. A equipe de Sylvinho foi atropelada enquanto o adversário quis jogar e escapou de uma goleada quando houve essa "trégua".

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Se houvesse uma só palavra para definir o que foi a atuação corintiana, "constrangedora" seria a mais adequada. Apesar da diferença brutal entre as equipes, não se pode aceitar a imensa superioridade do Fla durante o primeiro tempo. Além de ficar acuado no campo de defesa, o Timão insistia em erros bobos de saída de bola e parecia que levaria gols em cada ataque recebido.

Por excesso de preciosismo do Flamengo, ajuda da trave e inspiração de Cássio, o Corinthians levou apenas três tentos na primeira etapa, mas poderia ter sido mais, muito mais. A exposição de Cantillo no meio-campo, a incapacidade de conseguir levar uma bola para frente, sem que fosse explorando o ótimo Gustavo Mosquito, e a demora da comissão técnica para notar os buracos, foram essenciais para que a situação piorasse a cada minuto.

Sorte alvinegra que o adversário resolveu diminuir o ritmo na segunda etapa, caso contrário seria um episódio vexaminoso na história da Neo Química Arena. Isso porque as alterações no intervalo, sacando Roni e Gabriel, aqueles que mais marcavam no meio-campo, e deixando Cantillo, que fazia uma partida muito ruim, deixaram a equipe mais frágil na marcação no meio-campo, já que Vitinho e Araos, que entraram, são atletas com características mais ofensivas.

Mas, com o descanso flamenguista, isso acabou sendo ofuscado. Mesmo com essa trégua, o ataque não foi lá grandes coisas. Apesar de ter marcado um gol e acertado uma bola no travessão no fim do jogo, o Timão pouco incomodou o adversário e ficava bem claro que não havia mais de onde tirar qualidade. Espera-se que, com Giuliano e Renato Augusto, isso possa trazer mudanças.

O fato de ter se livrado de uma goleada somente pela queda calculada de ritmo do Flamengo é o que mais constrange nessa derrota. Ambos os clubes são gigantescos e por suas histórias não podem fazer um duelo tão desproporcional. Em diversos aspectos, o Corinthians parecia um time "dente de leite" contra um profissional, o que é lamentável pelo tamanho que tem.

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