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Seleção feminina oscila contra Zâmbia, mas chega às quartas da Olimpíada com boas cartadas

27/07/2021 15h00


É inegável que a falta de entrosamento afetou a Seleção feminina na vitória de 1 a 0 sobre Zâmbia (27), que ratificou a vaga para a próxima fase da Olimpíada. Mas a técnica Pia Sundhage pôde sair do Saitama Stadium com sua esperança passando por nomes que foram bem, mas também com um enigma até o confronto com o Canadá, que acontecerá nesta sexta-feira (30), pelas quartas de final do torneio.

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Em sua primeira partida como titular na competição, Andressa Alves soube chamar para si a responsabilidade. Além de cobrar com classe a falta e levar o Brasil à vitória, a camisa 21 teve boa movimentação, apresentou-se para tabelas e jogadas e mostrou-se um bom trunfo para alçar bolas aéreas. A jogadora de 28 anos chegou a carimbar o travessão em conclusão ainda na etapa inicial e, no segundo tempo amarrado do duelo, foi uma das responsáveis por lampejos da equipe.

Outra jogadora que ganhou projeção foi Angelina. Firme na proteção à marcação, a volante fez boa parceria com Formiga e trouxe segurança diante de adversárias que tinham mostrado poderio ofensivo. Quem também deu conta do recado em sua oportunidade foi Jucinara. "Herdeira" da vaga de Tamires, a lateral aproveitou as lacunas que as zambianas deixavam na esquerda e se empenhou para buscar cruzamentos.

No entanto, em um jogo no qual a sintonia não estava fina, o setor ofensivo deixou uma dor de cabeça para Pia Sundhage. A dobradinha de Ludmila, seja com Bia Zaneratto ou com Gio Queiroz, teve muita garra, mas tropeçou em erros de conclusão.

O desafio da equipe será encontrar com mais facilidade o caminho do gol. Afinal, não haverá tantos espaços quanto aconteceu diante da Zâmbia, que deixou muitas brechas pelas pontas.

- Numa Olimpíada é diferente. Sabemos que o Canadá é forte defensivamente, que vai ser muito difícil. Mas vamos trabalhar - afirmou Andressa Alves.


Pia Sundhage deixa o alerta de que a Seleção feminina tem de se esmerar para fugir da marcação canadense.

- Teremos que fazer algo diferente se quisermos ganhar o jogo - frisou.

Além disto, reforça a preocupação com a estrela Sinclair. Aos 38 anos, a atleta continua levando perigo, em especial ao articular jogadas com Beckie e Prince.

- Uma jogadora que respeitamos muito é a Sinclair, e temos que saber como lidar com ela, e com o restante do time também - destacou a treinadora.

Com as titulares tendo as "pernas descansadas", o momento é de ter fôlego para o Brasil se superar diante das canadenses.

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