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Roger ressalta dificuldade contra times de Diniz e elogia eficiência no Flu

Roger Machado aprovou desempenho do Flu contra o Santos - Thiago Ribeiro/AGIF
Roger Machado aprovou desempenho do Flu contra o Santos Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

17/06/2021 22h15

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O Fluminense segue invicto no Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, o Tricolor teve trabalho, mas contou com noite inspirada de Marcos Felipe e um gol de Nenê, que completou o centésimo jogo pela equipe, para vencer o Santos por 1 a 0, no Maracanã. Após a partida, o técnico Roger Machado admitiu as dificuldades diante de um adversário teve uma posse de bola esmagadora, mas não conseguiu ser eficiente.

"É sempre muito difícil jogar contra os times do Fernando Diniz. Tem uma rotação grande no campo, trocam de posição, pesam os corredores laterais para ter superioridade numérica, especialmente do lado esquerdo. Foi preciso a ajuda do nosso terceiro jogador de meio, do tripé, porque por vezes teríamos que ter os dois volantes na lateral para equilibrar. Quando não conseguimos fazer isso com agilidade, eles chegaram", analisou o técnico.

"Até mesmo a ausência do torcedor acaba mudando a dinâmica, porque se estamos em casa contra um adversário que tenta buscar e insinuar a posse com o goleiro para te atrair lá atrás, não conseguiríamos fazer o bloco baixo como fizemos. A torcida muitas vezes quer que o time busque a bola no campo adversário. Não dá para marcar pressão sempre. Talvez o que tenhamos pecado em algum momento é não conseguir acelerar após desarmes para pegar o Santos desarrumado. Em uma ou outra pressão eles conseguiram o contra-ataque rápido. Mas conseguimos intervir e cessar."

Apesar de ficar acuado muitas vezes pelo Santos, Roger comemorou a eficiência de seus jogadores. "O fato de muitas vezes a gente não conseguir terminar as jogadas que possam terminar em finalização é um pouco deles entendendo a nossa forma de jogar. É questão de eficiência. Tem que ter posse de bola versus quantas vezes chegamos no último terço, versus quantas vezes finalizamos no alvo", detalhou.

"Vai ter jogos com muitas finalizações, dependendo de como o adversário joga. Hoje tivemos três ou quatro oportunidades depois e roubar a bola no campo deles, sendo contundente, mas mantivemos a bola do mesmo lado de onde roubamos. Não usamos a estratégia que nos favorecia. Não é todo jogo que vamos ter três ou quatro chances de gol. E quando tiver, temos que ser eficientes, como fomos."

Para a próxima rodada da competição, Roger terá um desfalque significativo. O volante Yago Felipe recebeu o terceiro cartão amarelo e está fora do confronto com o Fortaleza, fora de casa. Para a posição, o treinador conta atualmente apenas com Wellington, ainda questionado pela torcida, e o jovem André. No caso da cria de Xerém, ele não voltou a ter chances desde o início do ano, chegou a ficar perto de ser emprestado, mas, de acordo com o comandante tricolor, a oportunidade está próxima.

"São dois jogadores de características com similaridades. Dois homens de primeiro campo, que controlam a entrelinha e dão proteção à defesa. Quando oportunizei o Wellington chamei os dois justamente para salientar que naquele momento ele estava recebendo a chance. O jogador de meio-campo precisa de ritmo para entrar na sua melhor forma, são mais pesados. Salientei para o Wellington que o André estava treinando muito bem e ele precisava me dar uma resposta", afirmou.

"Mesmo o treinador sabendo que precisa ter uma rodagem para adquirir ritmo de jogo, o André está merecendo uma oportunidade. Vai vir com o decorrer dos jogos. Ele se capacitou e se habilitou para estar entre as nossas opções. Por vezes opto por não ter dois jogadores de características parecidas, pensando que em uma emergência posso ter o Wellington ou o Calegari quando o Samuel Xavier está jogando. E pesando mais no meio para o ataque. O André está próximo de receber uma oportunidade", completou.

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