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Em novo papel com Ceni, Everton Ribeiro busca recuperar protagonismo

04/05/2021 10h00

Classificação e Jogos

Não é novidade que Everton Ribeiro não vive sua melhor fase com a camisa do Flamengo. Ofensivamente, o camisa 7 já entregou muito mais ao time ao longo de sua trajetória no clube. Contudo, segue com moral e titular de Rogério Ceni, técnico que tem exigido do meia de 32 anos cumprir novas funções em campo.

Contra a LDU, hoje às 21h30, será mais uma chance para Everton seguir ajudando, seja com os desarmes ou quebrando o jejum de gols e assistências.

O desempenho e a entrega de Everton

No comando do Flamengo desde novembro, Rogério Ceni está deixando o time mais ao seu gosto aos poucos, e o mesmo vem evoluindo. Em 2021, são nove jogos (6 vitórias, dois empates e uma derrota) com o grupo principal e 25 gols marcados. As críticas ao desempenho de Everton Ribeiro passam por aí. Entre os atletas do ataque, o camisa 7 é quem não marcou gols ou deu assistências.

As chances desperdiçadas contra o Vélez, pela Copa Libertadores, e contra o Volta Redonda, no Estadual, pesaram as críticas de parcela da torcida e imprensa sobre o jogador - que, em campo, mostra consciência de seu atual momento.

Contudo, o meia de 32 tem entregado resultado na parte defensiva cobrada por Ceni, sendo um dos atletas que mais desarma e recupera bolas do time.

O crescimento de Everton Ribeiro nestes quesitos, assim como o posicionamento um pouco mais defensivo, pode ser visto no quadro acima, que compara os 28 jogos do meia sob o comando de Rogério Ceni e as 28 partidas imediatamente anteriores. As estatísticas são do portal SofaScore.

Protagonismo ofensivo não está tão distante

Um dos argumentos de quem pede a saída de Everton Ribeiro do time titular é que o camisa 7 não está contribuindo no ataque há meses, relacionando a sua queda de desempenho à volta de jogos pela seleção brasileira, em novembro.

Mas em fevereiro, na reta final do Brasileirão, Everton atuou nas seis rodadas e teve participação nos resultados decisivos contra o Corinthians, com passe para Gabigol marcar o gol da vitória por 2 a 1, e no clássico com o Vasco, cobrando o escanteio na cabeça de Bruno Henrique, que abriu o placar do triunfo por 2 a 0.

Em 2020, as boas atuações o levaram à seleção. Com 8 assistências e 10 gols, terminou a última temporada como quinto maior garçom e artilheiro do Flamengo.

Mesmo estando abaixo do que já apresentou em seu melhor momento pelo Flamengo, com Jorge Jesus entre 2019 e 2020, o camisa 7 segue com moral com o grupo - é um dos líderes e capitães - e também com Ceni, que, recentemente, declarou ter dois atletas sem "similares" no grupo: Everton Ribeiro e Arrascaeta.

"Temos boas opções na maioria das posições, mas alguns jogadores são tão especiais que são difíceis de substituir. Everton e Arrascaeta não têm similares. Michael é mais de velocidade, Vitinho de finalização. São diferentes. Dentro da característica do time, precisamos de meias criativos. Realmente não temos peças de reposição com essas características", afirmou Ceni no início de abril.

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