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Fluminense é segundo time que mais ganhou sócios na pandemia, mas vê queda após auge

Jogadores do Fluminense celebram gol no clássico com o Flamengo, pela Taça Guanabara 2021 - Mailson Santana / Fluminense FC
Jogadores do Fluminense celebram gol no clássico com o Flamengo, pela Taça Guanabara 2021 Imagem: Mailson Santana / Fluminense FC

10/04/2021 06h00

Em um universo com números em queda, o Fluminense foi o segundo clube que mais ganhou sócios-torcedores ao longo do último ano de pandemia da covid-19 no Brasil. Um levantamento feito pelo UOL Esporte mostra que o Tricolor tinha cerca de 23 mil associados no início de 2020 e chega a abril de 2021 na casa dos 32 mil. Por isso, em comparação com os rivais, o saldo é positivo. Entretanto, isso vem em queda significativa.

Quando inaugurou o contador no site oficial, em junho de 2020, o Flu somava 26.896 sócios. Durante uma campanha mobilizada pela torcida, chamada de #ÉPeloFlu, o clube chegou a bater mais de 37.400 torcedores adimplentes no final de agosto do ano passado. Desde então, porém, foram poucos momentos com aumento, como logo após a vaga na Libertadores e no início de março. O número deste dia 9 de abril é de 32.191.

Veja a tabela da Libertadores

De acordo com o balanço financeiro do terceiro trimestre divulgado no Portal da Transparência, o Flu lucrou quase R$ 7,9 milhões com o programa de sócio-torcedor. No segundo trimestre, o valor foi de cerca de R$ 5,4 milhões. Para se ter noção do tamanho do aumento, o Tricolor embolsou R$ 2,8 milhões no primeiro trimestre, quando ainda não havia tido a campanha de associação em massa. A verba é fundamental para os cofres neste momento.

"A grande importância da nossa torcida é continuar acreditando no projeto do clube de reconstrução. Dependemos demais dos torcedores e que eles continuem se associando. Entendemos que a dificuldade é para todos e não tem jogo, mas vamos lançar novos planos. Estavam prontos para sair do forno em março de 2020. É fundamental que o torcedor continue acreditando. Sei que ficamos ansiosos, mas precisamos passar por esse momento. Nenhum clube se reconstrói sem sua torcida. Se tivermos 50 ou 60 mil sócios sempre teremos times competitivos, mesmo com a situação financeira que o clube está", disse o presidente Mário Bittencourt.

Um dos principais diferenciais no sócio do Fluminense era justamente o desconto para a compra de ingressos. Com a pandemia e o adiamento do lançamento de novos planos, o Tricolor teve, assim como todos os clubes, dificuldade em oferecer benefícios aos torcedores. Para quem ficou em dia no último ano, o Flu promete mais um ingresso de graça no retorno do público aos que tem 100% de desconto e um bilhete gratuito a quem tem 50%. Houve também parcerias com patrocinadores, como desconto em teste de covid-19.

Ainda não há previsão acertada para a volta dos torcedores aos jogos de futebol. O Brasil vive o pior momento da pandemia, batendo recordes de mortes diariamente. Entretanto, clubes e CBF já começam a pensar a médio prazo nas possibilidades. No orçamento para 2021, mesmo sem essa perspectiva de ter torcedores, o clube prevê R$ 19 milhões de receita de bilheterias e R$ 11 milhões com programa de sócio-torcedor.

Com os números atuais, o Fluminense fica à frente de clubes como São Paulo, Santos, Fortaleza, Corinthians, Ceará, Botafogo e Bahia na contagem. A situação ainda pode melhorar dependendo de reforços e da campanha da Libertadores, que se inicia no dia 20 de abril.

Veja a variação dos números a cada mês:

19/06/2020 - 26.896
02/07/2020 - 30.000
31/07/2020 - 35.409
21/08/2020 - 37.477
08/10/2020 - 37.459
20/10/2020 - 37.314
05/11/2020 - 37.223
23/12/2020 - 35.271
11/01/2021 - 34.484
05/02/2021 - 33.365
23/02/2021 - 33.192
01/03/2021 - 33.151
05/03/2021 - 33.310
13/03/2021 - 32.983
18/03/2021 - 33.119
02/04/2021 - 32.208
09/04/2021 - 32.191

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