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Em meio a dívidas, presidente do Santos avisa: "Ninguém é inegociável"

José Carlos Peres caminha ao lado de Marinho no dia da apresentação oficial do atacante no Santos, em 2019 - Fernanda Luz/AGIF
José Carlos Peres caminha ao lado de Marinho no dia da apresentação oficial do atacante no Santos, em 2019 Imagem: Fernanda Luz/AGIF

25/09/2020 17h43

Envolto em dívidas, o Santos tem sido obrigado a encontrar alternativas para sair do vermelho. Punido pela Fifa, o clube já não pode registrar novos jogadores e ainda é alvo de outras duas ações do tipo. Por tudo isso, o presidente José Carlos Peres não descarta vender atletas para pagar as obrigações.

"Nenhum jogador é inegociável. Ponto. Não é padrão do Santos, é o padrão do Brasil. Time soltou jogador importante; é dinheiro. Se chegar proposta interessante, vamos levar ao Comitê de Gestão, que vai aprovar ou não. Faremos o melhor para o Santos", afirmou Peres em entrevista ao canal ESPN.

Desde março o Santos não pode contratar jogadores por causa de uma pendência de cerca de R$ 30 milhões com o Hamburgo (ALE). Outras duas ações, movidas por Huachipato (CHI) e Atlético Nacional (COL), podem inclusive piorar a situação. Daí a urgência em quitar as dívidas.

Entre os jogadores mencionados como possíveis "salvações" para as contas do Santos, destacam-se os atacantes Soteldo e Marinho — este último, o artilheiro do time em 2020, com 11 gols em 17 jogos.

"O elenco tem seis ou sete ativos que valem dinheiro. Ao contrário de quando assumi, em 2018, quando só tinha o Lucas Veríssimo", argumentou Peres, vangloriando-se. "Soteldo é um ativo valiosíssimo, assim como Marinho, considerado o melhor do Brasil. O Santos tem dois jogadores extraordinários que ninguém tem no Brasil: Marinho e Soteldo. Eles decidem jogos", elogiou José Carlos Peres, cuja gestão começou em janeiro de 2018 e termina agora em dezembro.

A dívida com o Hamburgo (ALE) perdura desde 2017, ainda na gestão de Modesto Roma Júnior. O clube comprou o zagueiro Cleber por 2,5 milhões de euros (R$ 7,3 milhões à época), mas nunca pagou. Com juros e multas, a quantia quase dobrou e hoje já está em cerca de 4,5 milhões de euros (R$ 29 mi atualmente).

Quanto aos débitos criados no atual mandato, o Santos tem pouco mais de um mês para pagar 3,4 milhões de dólares (R$ 18,8 mi na cotação atual) ao Huachipato (CHI), uma dívida contraída ainda na contratação de Soteldo, no ano passado. O clube também deve duas parcelas da compra do zagueiro Felipe Aguilar junto ao Atlético Nacional (COL) — 50% dos direitos do jogador já foi inclusive vendido ao Athletico por R$ 10 milhões.

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