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Presidente da Ferj diz que já pensa em 40% de público no Maracanã

Presidente da Ferj, Rubens Lopes falou sobre volta de torcedores ao Maracanã - Divulgação/Ferj
Presidente da Ferj, Rubens Lopes falou sobre volta de torcedores ao Maracanã Imagem: Divulgação/Ferj

22/09/2020 17h03

O planejamento para que o Maracanã possa receber 30% de público dos estádios foi tema de um debate na tarde de hoje, que iniciou horas depois de o Ministério da Saúde aprovar o estudo com a proposta de retorno de espectadores aos campos. O presidente da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Rubens Lopes, chegou a falar em ampliar o número de pessoas no estádio

"Em Rondônia, o governo já liberou 40% da capacidade dos estádios. Acho que em breve vou pedir aumento", disse.

Antes, Lopes frisou que há uma projeção de que o estádio abra as portas com sua setorização bem dividida para evitar riscos de contágio por covid-19.

"A capacidade será de 30% de cada setor do estádio. Isso já está definido. Não adianta colocar as 20 mil pessoas em um lugar aglomerado. A setorização facilita bastante", disse o mandatário.

"Podemos quase que garantir no que for de competência e atribuição do Maracanã e dos órgãos que fazem parte da partida estará tudo pronto. Agora, depende, cabe à CBF se vai poder ou não. O poder público está liberado. Nós cumprimos tudo aquilo exigido em termos de biossegurança, das regras de ouro, agora em termos administrativos depende da entidade que administra. Não nos cabe sequer da palpite", declarou.

O dirigente ainda avaliou o cenário no qual o futebol está inserido. "O binômio saúde e economia é indissociável. Está claro que precisamos cuidar destas duas variáveis. Há um problema de saúde pública e de economia. Mas, como disse o (Coronel) Antônio Helcio Filho (secretário-executivo do Ministério da Saúde): 'Temos que nos adaptar à nova realidade e absorver hábitos, mas não podemos parar de viver. E com toda segurança possível temos que iniciar essa retomada das atividades que são necessárias até para nossa saúde menta'."

"A Federação de Futebol do Rio foi pioneira no estudo e no resultado do retorno do futebol no Brasil e no continente. Não tivemos efeito colateral que fizesse com que nos preocupássemos em modificar este protocolo rígido, amplamente debatido entre os clubes", complementou.

CEO do Complexo Maracanã, Severiano Braga lamentou o momento do país. "O Maracanã fica triste sem torcida. Nós fizemos o Carioca, estamos começando o Brasileiro, realmente sem aquela torcida, sem aquele Maracanã pulsando... Falta um pedaço", disse.

Em seguida, detalhou como tem sido a preocupação com a reabertura gradual. "O protocolo caminha para a gente não ter menores de 12 anos nem maiores de 60 nos estádios. Estamos subindo degrau por degrau. Não podemos queimar etapas. Só temos uma chance. Temos a chance de abrir o estádio e ir povoando. Se começarmos bem, a gente vai longe. Faltam alguns ajustes no protocolo, vamos conversar vários dias para que tudo dê certo. O que não pudemos ficar de braços cruzados esperando que venha alguém com uma varinha de condão para resolver as coisas", declarou.

Severiano Braga ainda falou que o Maracanã trará todas as condições para o retorno dos torcedores. "Quanto mais crítica tiver a situação, mais temos que agir com critério. Para que o Maracanã tenha conforto com 30%, o Maracanã vai fazer. Somos parceiros de todos. Temos certeza de que os órgãos envolvidos darão o melhor - disse, além de ressaltar que haverá cuidados quanto à rotina dos jogos."

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