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Desgaste faz Botafogo 'jogar a toalha' por renovação de Marcinho

O vínculo de Marcinho com o Botafogo termina no dia 31 de dezembro de 2020 - Vitor Silva/BFR
O vínculo de Marcinho com o Botafogo termina no dia 31 de dezembro de 2020 Imagem: Vitor Silva/BFR

16/09/2020 06h00

As chances de Marcinho permanecer no Botafogo são cada vez menores. A opção do lateral em continuar o tratamento de uma lesão no joelho direito em São Paulo, com o Dr. Joaquim Grava, consultor médico do Corinthians, com o qual ele considera um amigo da família, teve uma repercussão negativa internamente. O Comitê Executivo de Futebol do Alvinegro não pretende mais renovar o contrato do defensor.

O vínculo de Marcinho com o Botafogo termina no dia 31 de dezembro de 2020. O lateral-direito já pode assinar um pré-contrato com outra equipe e sair de graça ao final do atual acordo com o Alvinegro. A diretoria do Glorioso, por outro lado, busca maneiras de negociar o atleta antes da data para não perdê-lo sem custos.

Inicialmente, a intenção do Botafogo era renovar o contrato do Marcinho. Contatos oficiais foram feitos no começo da temporada por parte da diretoria do clube, mas o lateral-direito não respondeu às tratativas do Alvinegro. O estafe do atleta, inclusive, considera que a melhor opção para a carreira do jogador é uma mudança de ares.

A falta de diálogo nunca foi encarada com bons olhos pelo Botafogo. A diretoria mostrava interesse em abrir negociações, mas Marcinho e o estafe sequer respondiam. A justificativa era que o lateral-direito estava focado na recuperação da lesão no joelho, sofrida em janeiro.

O tratamento para o problema físico foi outro elemento visto negativamente. O fato de Marcinho ter viajado para São Paulo na última terça-feira e realizar uma artroscopia de forma particular afastou ainda mais o Comitê Executivo de buscar as tratativas de renovação. O clube considerava que poderia ajudar no tratamento do atleta.

A diretoria do Botafogo entende que a permanência de Marcinho é cada vez mais difícil. Além das diferenças de postura, o Comitê Executivo de Futebol não prevê que pode pagar aquilo que o estafe do lateral-direito espera receber a partir do ano que vem. A presença do atleta no Estádio Nilton Santos, portanto, é improvável.

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