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Peres diz que Santos jogará Brasileiro longe da Vila se for preciso: 'Vamos atender a maioria'

08/07/2020 04h53

Em meio a um imbróglio entre CBF e Federação Paulista de Futebol/Governo de São Paulo, o presidente do Santos, José Carlos Peres, não descarta a possibilidade de jogar longe as partidas do Campeonato Brasileiro longe da Vila Belmiro como modo de prevenção ao novo coronavírus.

Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira, o governador do Estado, João Doria (PSDB-SP) afirmou que no protocolo assinado por ele e pela FPF não é autorizado que as equipes paulistas iniciem o Brasileirão antes do fim do Paulistão.

Embora a Federação Paulista tenha solicitado ao governo estadual nesta terça-feira o retorno dos jogos no dia 22 de julho, o Campeonato Paulista necessita de mais duas datas para encerrar a primeira fase, mais seis para as quartas de final e semifinais, que serão realizadas em jogo único, e a decisão, que acontecerá em duas partidas.

Enquanto isso, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Rogério Caboclo, já admitiu que pretende retomar o Brasileirão entre os dias 8 e 9 de agosto, podendo, portanto, conflitar calendário.

De acordo com o presidente santista, a posição do clube de atuar longe da sua cidade, até as condições relacionadas a pandemia se normalizarem, aconteceria caso fosse de solicitada pela maioria. Peres também relembrou momentos relevantes de conquista santista longe de Santos, como o Campeonato Brasileiro de 2004, em que confirmou o título em pontos corridos em uma vitória por 2 a 1 contra o Vasco da Gama, no estádio do Teixeirão, em São José dos Campos.

- Se houver necessidade de jogar na Vila, Pacaembu ou Barueri, tudo bem. A gente se acostumou a não só jogar em Santos, mas jogar em São José do Rio Preto, como foi a conquista do Brasileirão em 2004. Vamos atender aquilo que será decidido pela maioria. O bem é comum, todos estamos precisando jogar - disse o presidente santista em entrevista à ESPN Brasil.

O presidente santista, José Carlos Peres, comentou sobre esse "conflito" entre as entidades e defendeu um maior tempo de preparação dos atletas.

- Vai ter um conflito, na minha opinião. Voltamos a treinar semana passada, complicado... vai existir um desequilíbrio. Eu vejo um conflito dessas duas competições se encontrarem mais pra frente. Por mais vontade que eles estejam, tecnicamente bem, o físico não ajuda. Queríamos terminar as competições estaduais e depois começar o Brasileiro - pontuou o mandatário santista.

- Vai se jogar domingo, segunda, quinta, sábado... Vai ser jogo duro, acredito que deveria ter um tempo maior para treinamentos do que esses 25 dias para começar o Paulista e depois para o dia 8/9 agosto começar o Brasileiro. Vai ser corrido o Brasileiro, imagina coincidir com o Paulistão - concluiu.

O Peixe, com os demais clubes da elite do futebol de São Paulo, retornou aos treinamentos com bola há uma semana. Nas avaliações feitas pelo Departamento Físico do clube, os atletas foram elogiados por terem mantido a forma em dia durante os três meses parados.

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