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TV aberta, preço da concorrência e exibição: porque a Turner quer romper o acordo pelo Brasileirão

09/04/2020 14h15

Desde o último dia 3 de abril, parece que o conglomerado norte-americano de comunicação Turner está determinada a encerrar o acordo firmado com oito equipes do futebol brasileiro (Athletico-PR, Bahia, Ceará, Coritiba, Fortaleza, Internacional, Palmeiras e Santos) pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro da Série A.

Os principais argumentos para não só romper o vínculo como também se livrar o pagamento da multa rescisória que seria de R$ 300 milhões foram elencados em conteúdo produzido na última quarta-feira (8) pelo portal Tribuna PR.

O elemento de maior desagrado seria o fato de que, dos sete envolvidos no acordo que atuaram na Série A em 2019 (o Coxa estava na Série A), cinco deles quebraram uma cláusula que previa o máximo de seis partidas transmitidas em TV aberta para a mesma praça da realização do jogo.

Ou seja, Palmeiras, Athletico, Santos, Inter e Fortaleza transmitiram pela Globo para SP, PR, RS e CE, respectivamente, mais jogos do que permitia o acordo com a Turner. Algo que, na visão da empresa estrangeira, desvaloriza a necessidade do torcedor acompanhar a partida pelas transmissões da TNT e Space, canais pertencentes aos norte-americanos que transmitiram o Brasileirão na TV fechada.

Outros dois elementos que irritaram a companhia dos Estados Unidos foram promoções promovidas pelo Globo em relação ao Premiere (caindo para valor inferior aos R$ 60, preço limite no contrato) e o uso do recurso do Premiere Play sem cobrança extra, outro item previsto.

Tecnicamente, os três elementos não possuem ligação direta de responsabilidade das equipes já que a grade horária, preços e distribuição dos serviços de assinatura do Premiere são de controle da Globo. Porém, como os termos foram assinados dessa forma pelos clubes, a Turner tenta exercer o direito de rescisão por descumprimento dos termos citados.

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