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Democrata-SL envia carta à FMF, CBF e FIFA cobrando atenção aos clubes 'invisíveis' do futebol brasileiro

03/04/2020 16h23

Em meio a uma crise sanitária no mundo, a pandemia do coronavírus tem paralisado economias, países, gerando morte e ansiedade por uma cura contra a Covid-19, que já tem mais de 1 milhão de casos no planeta. E, o mundo do futebol está inserido neste contexto, sofrendo com as incertezas de calendários, se campeonatos irão seguir ou não e até se equipes conseguirão sobreviver.

E, no futebol mineiro a situação começa a se agravar com os clubes do interior do estado. Time tradicionais como Uberlândia, URT, Villa Nova, Patrocinense já pararam suas atividades por não terem condições financeiras de seguir com os trabalhos. E, parte dessas dificuldades vem da falta de planejamento de confederações e federações em não pensar o futebol além dos grandes times e centros esportivos.

O "clube invisível", formador de craques para as grande equipes das capitais estão morrendo e um em especial resolveu se pronunciar. O Democrata de Sete Lagoas, clube da Região Central de Minas Gerais, dono da Arena do Jacaré, que abrigou Atlético-MG, América-MG e Cruzeiro entre 2010 a 2011, quando Independência e Mineirão estavam em obras para a Copa do Mundo, fez uma carta aberta para a Federação Mineira, CBF e FIFA. Veja a carta abaixo.

O teor da carta fala que a falta de um plano para ajudar os clubes pequenos, pode matar celeiros de bons jogadores e até as tradições de suas cidades em ter um time que represente um povo. A carta do Democrata, conhecido com Jacaré, é um pedido de socorro, já que o time de Sete Lagoas joga a segunda divisão mineira, que está parada e sem verbas de TV, ou patrocínios robustos, que possam manter as atividades durante o ano.

Em todos os seus posicionamentos até o momento a FMF diz que sua preocupação é de terminar os campeonatos, sem chance de um cancelamento. Porém, não há qualquer planejamento que pense nos seus filiados de menor porte, que são a maioria dos clubes no estado de Minas Gerais.

O Democrata foi o primeiro clube a se manifestar contra a situação, mas os demais que jogam o Módulo II ainda não sabe se terão como manter os elencos até depois de abril, quando os contratos vencem. A pausa forçada no campeonato é até 30 de abril para das duas divisões.

Na capital, América, Atlético e Cruzeiro deram férias coletivas até 20 de abril. Todavia, os clubes do interior não possuem outras receitas com os campeonatos parados e pedem socorro para sobreviver a 2020 e quem sabe, para os próximos anos.

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