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Opinião: 'Do esporte aos negócios - A agenda (e a atitude) positiva no momento de crise é fundamental!'

01/04/2020 15h43

"Recentemente recebemos a notícia de que a Olimpíada se juntou a tantos outros eventos globais e também foi adiado, ficando para 2021. Um mal necessário e inevitável considerando que se trata de uma reunião global que aconteceria em julho, bem no meio da pandemia, quando muitos países estarão enfrentando o ápice do vírus. Seu adiamento, é claro, além de triste, vai trazer diversos impactos econômicos para os atletas, federações, organizadores, patrocinadores, turistas, entre outros. Todos eles terão que se adaptar, assim como todos os outros setores da economia já estão fazendo.

Economia essa que vai sofrer, porém, sem alarmismo! Para tranquilizar a todos, costumo dizer que o consumo em si não parou. Embora as pessoas estejam em casa, elas continuam consumindo. Seja um delivery, compras online, TV por assinatura, internet... Alguns setores terão um impacto maior, porém a roda não parou de girar. O momento pede novas ideias e formas de se fazer negócio, por isso que digo: o mercado já está e terá cada vez mais que se adaptar a esse cenário, o que pode ser bom pois muitas dessas mudanças serão adotadas e trarão melhorias para a relação de negócios no longo prazo.

Acredito que modelos mais eficientes de produção, de consumo, relação com os clientes, marketing podem surgir e ser sustentados no meio do caos, melhorando a margem das empresas no futuro. Portanto, por essas questões, me sinto confortável para afirmar que o grande problema atual não é apenas a falta de consumo, mas também o mundo segurando seus investimentos pela insegurança de não saber quando tudo isso vai passar - isso sim traz retração, e paralisa à economia. Quando tivermos uma previsão concreta para o fim da quarentena, sabendo quando a vida vai voltar ao normal, as coisas devem começar a se normalizar e entrar no fluxo normal. O impacto será sentido, óbvio. A economia vai perder? Vai! Mas sou otimista e confio que tudo voltará ao eixo quanto tivermos essa perspectiva de normalidade. Assim que isso ocorrer, teremos a retomada de investimentos, as pessoas e empresas se sentirão mais confortáveis para implementar seus planos para 2020 e as coisas tendem a andar e voltar aos trilhos, com muito aprendizado que poderá mudar significantemente nossa forma de consumo.

Voltando a falar de esportes, considerando o cenário macro, a dor das pessoas nesse segmento é maior porque os eventos estão sendo cancelados, assim os torcedores, que são apaixonados pelas modalidades, ficam impossibilitados de consumir o produto. Considerando três ou quatro meses a menos no calendário anual, esse cenário tem um impacto gigante na organização do esporte. As federações precisam montar a engenharia de retomada atendendo aos interesses de todas as pontas - patrocinadores, TV, torcedores, clubes - sem invadir a agenda do ano seguinte e minimizando perdas financeiras. É um grande desafio que vai demandar muita atenção dos profissionais envolvidos. Nesse mar de incerteza, a principal (e melhor) notícia para esse setor é que a crise vai passar e as pessoas, que são apaixonadas, não deixarão de consumir esporte. Talvez até passem a ter uma aderência ainda maior.

Temos todos que usar este período para planejamento e, ao final disso tudo, precisamos estar prontos para reagir. No esporte, no mercado ou na nossa vida a hora é de nos preparar, permanecer otimistas e ficarmos prontos para entrar de cabeça quando a porteira abrir. Mais foco nas soluções e no futuro promissor, menos atenção nas mazelas do coronavírus.

Já já a quarentena passa e precisamos estar prontos. Vamos comigo?"

Criador, ao lado de Kaká, do Desimpedidos, um dos maiores canais de futebol no Youtube, e do canal Fora de Séries, André Barros é consultor de negócios digitais há quase 15 anos e atuou junto a marcas como o aplicativo HQ Trivia, a plataforma DAZN, Porta dos Fundo, Viacom Latam e HSM, entre outros.

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