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Flamengo divulga receita de R$ 950 milhões e analisa 'impactos absorvíveis' pelo coronavírus

31/03/2020 12h45

Nesta terça-feira, o Flamengo divulgou números e fez projeções quanto ao cenário "desafiador", por conta da pandemia do novo coronavírus, no balanço de suas finanças relativas a 2019. Em operação auditada pela empresa Ernest & Young, o clube externou uma receita bruta de R$ 950 milhões, com um superávit de R$ 63 milhões.

O Flamengo revelou que fez um "teste de stress" e projetou um "cenário de interrupção de jogos por até três meses". A conclusão que se chegou, utilizando as informações disponíveis até o presente momento, é de que os "impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações".

Acredita-se que apenas as receitas da bilheteria sofrerão "alterações

significativas neste período", mas "podendo ser compensadas ainda ao longo do ano".

- Em relação à pandemia da COVID-19 que se alastrou pelo mundo e começou a impactar a região em meados de março, a administração do CRF fez um teste de stress usando as informações disponíveis e projetando um cenário de interrupção de jogos por até três meses. A conclusão é de que os impactos financeiros são absorvíveis e não representam risco de continuidade nas operações. Acredita-se que a situação é transitória e que as receitas do

clube, com exceção de bilheteria não sofrerão alterações significativas neste período, podendo ser compensadas ainda ao longo do ano - diz trecho de um comunicado oficial.

Por falar em bilheteria, o clube chegou a R$ 109 milhões de receita bruta neste quesito, com resultado líquido de R$ 48 milhões. Já com o programa de sócio-torcedor, R$ 61 milhões foram embolsados.

No documento, o Flamengo aponta investimento de cerca de R$ 249 milhões em contratações, ainda precisando efetuar o pagamento de R$149 milhões aos clubes formadores e intermediadores. Quanto a lucro com vendas de jogadores, o montante foi de R$ 294 milhões - ainda a receber R$49 milhões.

Em relação a 2018, o clube destacou o crescimento de 89% nas receitas com operação de jogos e 45% nas receitas de direito de transmissão e premiações. E o mais relevante: 357% elevados nas receitas quanto a transferência de atletas.

A auditoria E&Y, em seu parecer técnico, também presente no arquivo, fez uma ressalva no ponto tratado acerca de gastos com a formação de atletas, já que entendeu que alguns números não se justificam através das evidências apresentadas, apesar de minimizar tal eventual falha na contabilidade.

Já em relação ao incêndio no Ninho do Urubu, ocorrido em fevereiro do ano passado e que levou dez jovens a óbito, não houve especificações quanto ao pagamento de indenizações às famílias. O embolso, no entanto, está incluído de maneira não nominal.

Antes da exposição dos números, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, assinou uma carta a qual tece mais a respeito da COVID-19 e o seu respectivo cenário "desafiador". Veja:

- O cenário que se avizinha, contudo, se mostra desafiador. Os impactos da COVID-19 certamente serão sentidos por toda a sociedade e pela economia, em particular no entretenimento e no esporte. Nosso objetivo agora é garantir a segurança dos nossos funcionários, atletas e comissões técnicas. Mesmo neste cenário, temos condições financeiras e tecnológicas ímpares na indústria do Futebol mundial para resistir aos impactos econômicos e às restrições impostas, o que não nos faz menos responsáveis por colaborar com outras

entidades que estão mais fragilizadas para endereçar as consequências do momento - escreveu o presidente.

O documento pode ser acessado na íntegra através do portal de transparência do site oficial do Flamengo, no item Demonstrações Financeiras (acesse aqui).

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