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Jogadores participam de negociação salarial com o São Paulo, diz Diniz

Fernando Diniz conversa com jogadores durante treino do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Fernando Diniz conversa com jogadores durante treino do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

26/03/2020 00h33

Ontem (25), Fernando Diniz foi o entrevistado da noite no programa "Troca de Passes", do SporTV. O técnico do São Paulo entrou no ar via internet e abordou alguns assuntos, entre eles o processo de negociação do clube com os jogadores em meio à paralisação, uma vez que estuda-se a suspensão de parte dos salários do elenco durante o período em que não houver jogos e atividades por conta do isolamento provocado pela pandemia de coronavírus.

O treinador elogiou a postura dos dirigentes do São Paulo, principalmente pelo fato de abrirem para que os atletas possam participar diretamente das negociações a fim de tomarem uma decisão em conjunto. Segundo Diniz, esse comportamento é algo que ele tem notado desde que chegou, em 2019.

"Os jogadores estão todos preocupados, porque a gente sabe quando começou a pandemia, mas ninguém sabe qual é o fim. Ninguém sabe qual vai ser o pico de disseminação da doença, e tem todas essas questões que estão sendo ventiladas pela imprensa que eu estou acompanhando, e o São Paulo tem tido uma postura muito positiva de buscar a melhor solução conjuntamente, porque trabalha cada vez mais nessa direção, de fazer uma coisa que contemple todas as pessoas envolvidas no contexto geral do clube e tendo como principais atores, que eu acho o mais importante, os jogadores e o torcedor", avaliou Diniz.

"A gente tem que fazer o melhor possível para que os jogadores se sintam seguros, e eu acho que o São Paulo está caminhando com a sua diretoria nessa direção, de trocas ideias. A gente não tem receio de trocar ideias com os jogadores e suas lideranças para eles participarem na decisão de forma coerente, porque o jogador de futebol tem que, na minha opinião, ter cada vez mais voz, uma voz consciente, porque de fato, junto com o torcedor, ele é o grande protagonista desse espetáculo que é o futebol. Então o jogador tem que ser ouvido, e no São Paulo ele é ouvido, ele ajuda a articular as coisas para que a gente consiga ter um alinhamento cada vez maior, porque é assim que eu estou vendo o São Paulo desde a minha chegada, cada vez mais coeso, com todos os atores remando parra o mesmo lado", completou.

Diniz também contou como tem feito para falar com o elenco do São Paulo durante a paralisação, já que cada um tem ficado em sua residência. Além disso, o comandante expressou suas preocupações com a pandemia de coronavírus, que começa a atingir todos os cantos do país.

"Não sou muito dado às tecnologias, então não criei nada de WhatsApp para falar com os jogadores, nem outro sistema, estou procurando falar por telefone mesmo com alguns, com o maior número de jogadores possível, para a gente poder manter minimamente o contato, mas é um período muito crítico para todo mundo, para a sociedade civil como um todo, e o futebol não escapa disso. A gente torce para que a gente consiga passar da melhor maneira possível e que esse vírus não atinja os grandes bolsões de pobreza que eu acho que é o meu maior medo nesse momento", declarou.

Uma negociação coletiva entre os clubes tem sido conduzida pelas diretorias de Atlético-MG, Bahia, Fluminense, Grêmio e Palmeiras, e as partes têm trocado propostas desde a última sexta-feira. A mais recente, que foi encaminhada na última segunda-feira, fala em 20 dias de férias coletivas aos jogadores e, persistindo a paralisação das competições, uma suspensão de 25% de salários e direitos de imagem após este período.

Após a definição da negociação coletiva, o São Paulo deve iniciar as conversas sobre este tema com seu elenco, tanto sobre os pagamentos mensais de salários quanto sobre pagamento de parcelas pré-estipuladas de luvas ou direitos de imagem.

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