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Do desconhecimento a estabilização, zagueiro brasileiro fala sobre a vida na Bulgária

28/01/2020 18h58

Passaram-se três biênios desde que o zagueiro brasileiro Matheus Leoni chegou ao futebol da Bulgária e, atualmente no Arda Kardzhali, a visão que ele adquiriu do país é de alguém que se sente plenamente confortável com o patamar atingido.

Logo na sua chegada onde foi contratado pelo Beroe, apesar de estar somente na sua segunda experiência dentro do futebol europeu, Matheus disse que o fato de ter passado por um clube reconhecidamente estruturado como o Athletico-PR fez com que ele não se espantasse tanto com possíveis diferenças em relação ao padrão de clubes de menor expressão no Brasil.

Sem deixar de fazer um adendo interessante, aliás, sobre a característica do processo de recuperação física preferencial dos búlgaros:

- Eu não senti tanta diferença porque hoje em dia temos uma estrutura legal falando de equipes grandes. Tive a oportunidade de começar minha carreira no Athletico-PR e lá a estrutura é fora de série. O que eu notei é que aqui eles acreditam muito na recuperação através do trabalho manual, do próprio fisioterapeuta, eles não usam muito aparelhos de fisioterapia. Tem aparelhos, mas eles priorizam o trabalho do fisioterapeuta.

Agregando que suas principais dificuldades no início foram o clima frio e se ajustar ao nível de disciplina tática, o jogador confessa que, mesmo indo para a sua terceira temporada, a questão de naturalização não passa ainda por sua cabeça apesar da plena adaptação ao país. Ele acrescenta, aliás, que o fato de já ter a nacionalidade italiana pode ser um elemento que influencia nesse aspecto:

- Na verdade eu nunca tive o pensamento de me naturalizar búlgaro. Mas é um país que eu gosto muito, estou indo para o terceiro ano já. Até porque eu tenho cidadania italiana e eu acho que teria de abrir mão, mas acho que seria interessante porque a Bulgária foi um país que me acolheu muito bem. Hoje já entendo a cultura deles, entendo a língua, então fica tudo mais fácil para exercer o futebol. Minha família também está muito adaptada, é o que mais importa, ver eles bem.

Aos 28 anos de idade, Matheus admite que não consegue enxergar com muita clareza quais os objetivos a serem alcançados em sua trajetória profissional que não seja de crescimento dentro da Europa. Contudo, de uma coisa ele tem certeza: um possível retorno ao Brasil só aconteceria mediante a apresentação de um projeto de estrutura a qual ele não tenha nenhuma dúvida de seu funcionamento:

- É difícil falar de objetivos até porque eu consegui conquistar meu espaço na Bulgária. No Brasil não tive muitas oportunidades, sei que é um país muito concorrido e onde o calendário não é muito bom. Você pode jogar três meses e depois não sabe se vai conseguir um clube, um país muito grande... então fica mais complicado em relação a segurança profissional. Então, eu gostaria de crescer dentro da Europa ou conquistar os títulos com meu clube aqui na Bulgária. Se for uma situação muito boa, interessante, com um projeto legal pra voltar pro Brasil, aí sim eu voltaria. Mas teria de ser uma situação segura, com um clube de organização boa, mais visibilidade.

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