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'É preciso ter coragem para tentar surpreender o Flu', diz Alfredo Sampaio, técnico da Cabofriense

19/01/2020 08h32

O desejo de que a Cabofriense ganhe maior projeção nesta edição no Campeonato Carioca passa por quem conhece bem os atalhos que cercam a competição. Quando, às 19h, a bola rolar para o confronto do Tricolor Praiano com o Fluminense neste domingo, pela primeira rodada da Taça Guanabara, Alfredo Sampaio terá pela vigésima-segunda vez em sua trajetória a experiência de comandar uma equipe no Estadual. E garante estar pronto para passar os conselhos aos seus atuais comandados.

- Bom, já passei por todos os modelos possíveis do campeonato. Tento mostrar aos jogadores a importância de fazermos o máximo de número de pontos, da relevância que é para o clube chegar a uma semifinal de turno. Ainda mais neste ano, no qual estamos motivados pelo calendário cheio, pois disputaremos também a Série D - disse.

Ao LANCE!, Sampaio exaltou a preparação da sua equipe. Porém, reconheceu que encarar o Tricolor das Laranjeiras vai requerer atenção redobrada da Cabofriense.

- Iniciar a competição contra o Fluminense é mais complicado. Mesmo que os clubes de menor investimento tenham mais tempo de trabalho, pois as equipes consideradas grandes voltam de férias, há um lastro de jogadores de qualidade, do peso da camisa... - disse.

Além de projetar os rumos da equipe de Cabo Frio para esta temporada, o treinador traça um panorama sobre o Campeonato Estadual e sua vasta trajetória no futebol.

LANCE!: Como vem a Cabofriense após este período intenso de pré-temporada?

Alfredo Sampaio: Estamos bem preparados, vindo em um trabalho intenso desde dezembro. Mas, naturalmente, as equipes vão se desenvolver com o decorrer da competição, é algo natural isso, porque ainda não estamos 100%, não atingimos nosso máximo.

L!: De que maneira a equipe tentará surpreender o Fluminense nesta estreia das duas equipes na competição?

Bem, eu sempre gostei mais de jogar estas partidas contra equipes de alto nível. São jogos mais disputados, costumam fluir melhor do que nas partidas entre equipes de menor investimento, que são mais acirradas. É preciso ter coragem para jogar, para tentar surpreender o Fluminense. Vamos com tudo para esta estreia.

L!: O duelo acontecerá no Estádio Elcyr Resende, em Bacaxá. Pesa não poder disputar este jogo em casa?

Ah, faz falta sim... Sem dúvida, jogar no Correão (Estádio Alair Corrêa), diante da nossa torcida, traz uma pressão maior em jogos com esta intensidade como o que acontecerá contra o Fluminense. Mas acontece, não foi liberado para receber grandes jogos... Agora, o estádio do Boavista, em Saquarema, tem um campo muito bom. Não será por estes fatores que vamos deixar de nos impor.

L!: A Cabofriense trouxe para a temporada uma sucessão de novidades, e selou inclusive a volta de jogadores como Rincón e Rafael Pernão. Como está a força do elenco?

Na verdade, foram mantidos seis titulares da equipe que disputou o Carioca do ano passado, o que nos ajuda a manter um entrosamento dentro e fora de campo. Além disto, trouxemos jogadores que já trabalharam comigo em outros clubes, casos do Anderson Penna e Felipe Adão, com quem trabalhei no Bangu, do Magno. Como teremos um ano cheio, devido à disputa da Série D, a diretoria fez um esforço e agora temos uma equipe bastante competitiva.

L!: Você tem em sua trajetória campanhas de destaque como técnico em clubes como Madureira (onde foi campeão da Taça Rio de 2006 e disputou a final com o Botafogo) e Boavista (no qual chegou à final da Taça Guanabara de 2011). Como fica a ansiedade prestes a disputar mais um Estadual?

Ah, a expectativa sempre existe, né?! De dar uma "beliscada" e surpreender em algum dos turnos. Cientes de que, se conseguirmos dar um passo muito grande, daremos visibilidade ao clube, aos jogadores... Mas, vamos pensando a cada jogo.

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