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Sem criatividade, Botafogo ameaça pouco em derrota para o Athletico

17/11/2019 21h08

Em situação delicada no Campeonato Brasileiro, o Botafogo teve uma atuação ruim, neste domingo e acabou derrotado para o Athletico-PR, por 1 a 0, na Arena da Baixada. O time paranaense teve amplo domínio sobre os visitantes na partida válida pela 33ª rodada, com maior posse de bola e não foi ameaçado, de fato pelo rival. Sem criatividade, o time Alvinegro teve dificuldade de fazer a transição entre defesa e ataque e de chegar com boas condições de finalizar.

Com o resultado, o Botafogo segue em 14º lugar, com 36 pontos e segue ameaçado de queda, próximo da zona de rebaixamento. Veja outros aspectos da derrota alvinegra.

LENTIDÃO

O Botafogo voltou a ser um time lento, como em outras vezes na temporada. O time não conseguiu acelerar o jogo e criar oportunidades claras de finalizar. O time teve muitas dificuldades de superar marcação adiantada do Athletico, que dificultava transição da defesa para o ataque. O time paranaense teve amplo domínio da posse de bola e foi mais perigoso durante os 90 minutos. Além de um pênalti perdido, teve um gol anulado.

SEM REPERTÓRIO

A falta de criatividade do Botafogo com a bola nos pés e a qualidade técnica ruim ficaram evidentes quando o time tentava atacar. A bola parada foi uma das poucas opções da equipe para chegar com perigo ao gol rival, com bolas alçadas na área. No primeiro tempo, Cícero acertou uma cabeçada perigosa em falta cobrada por Leo Valencia.

VISITANTE SEM IDENTIDADE

O Botafogo chegou a sétima derrota seguida como vistante, no Brasileirão. Quando joga longe do Nilton Santos, o time não consegue incomodar os mandantes como faz em casa. A equipe quando joga fora parece perder a identidade. A situação preocupa porque o time precisa pontuar na reta final do Campeonato e ainda tem dois jogos fora pela frente. Muitas vezes, a combinação de resultados dos adversários ajudam, mas Botafogo não faz a sua parte.

SUBSTITUIÇÕES SEM EFEITO

O técnico Alberto Valentim tentou dar nova cara ao Botafogo e mexeu com as peças que tinha à disposição. A falta de qualidade técnica do elenco, no entanto, cobrou o preço e as substituições não surtiram o efeito desejado pelo treinador. A entrada de Diego Souza foi quase simultânea ao gol do Athletico. Depois com Rhuan e Marcos Vinicius a ideia era dar qualidade à construção das jogadas, o que não ocorreu. João Paulo foi o único que esboçou um pouco mais de criatividade, mas não foi acompanhado pelo resto do time.

SEM COLETIVIDADE

O Botafogo não conseguiu manter uma lógica coletiva de jogo em nenhum momento da partida, deste domingo. Cícero atuou mais como volante de contenção e não se aventurou. O time jogou de forma muito espaçada, sem criatividade. O Atlhetico conseguiu explorar espaços no meio-campo com contra-ataques rápidos e perigosos. Com o relógio como inimigo, nos minutos finais, o Alvinegro jogou na base do desespero e acabou errando muito. No fim, Diego Souza ainda perdeu chance clara de empatar, ao receber dentro da área e chutar para fora.

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