Topo

Futebol


Dois chutes e pouca criatividade: empate é lucro para o Botafogo

14/09/2019 23h29

O Botafogo penou, mas vai voltar ao Rio de Janeiro com um ponto na bagagem. Com uma atuação sem criatividade e marcada por apenas duas finalizações em toda a partida, a equipe comandada por Eduardo Barroca empatou, sem gols, com o Ceará, neste sábado, na Arena Castelão, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última do primeiro turno.

Com 27 pontos conquistados, o Glorioso vai terminar a primeira metade da competição na nona colocação - mas ainda pode cair um nível caso o Athletico Paranaense vença o Avaí, neste domingo. O LANCE! mostra cinco fatores que marcaram a atuação do Glorioso no Castelão.

APENAS UM TIME EM CAMPO...

O primeiro tempo teve um dono. Dentro de casa e contando com o apoio da torcida, o Ceará dominou praticamente todas as ações do primeiro tempo e criou as melhores chances de gol. Seja por meio de cobrança de escanteio, descidas em velocidade ou chutes de média distância, o Vozão sempre assustou quando tinha a bola.

O Botafogo pode ter dominado a posse de bola na etapa - 64% x 36% -, mas era algo sem caminho. A equipe de Eduardo Barroca pouco criou quando tinha a bola no pé e seu jogo foi baseado em toques sem objetividade no campo de defesa. Os números comprovam: nos 45 minutos iniciais, foram 13 finalizações do Ceará contra uma do Glorioso.

TRIO SE SALVA

Diante das fortes tentativas do Ceará ao se colocar no ataque, o Botafogo se segurava como podia. Um trio foi fundamental para manter o placar inalterado: Gatito Fernández, Gabriel e Marcelo Benevenuto. Quando os cruzamentos e bolas rasteiras das rápidas jogadas do Vozão não paravam na cabeça da dupla de zagueiros, o goleiro era responsável por afastar o perigo.

Os três, portanto, foram os que se salvaram diante de um Botafogo inoperante no primeiro tempo. Com apenas uma finalização no período, Diogo Silva, goleiro do Ceará, pouco trabalhou. Foram 45 minutos de uma equipe só.

SOFREU!

Barroca manteve Marcinho como ala ofensivo. Sem poder contar com Gilson, lesionado, a dupla de laterais foi formada por Fernando, na direita, e Lucas Barros, que fazia sua estreia como titular da equipe principal, na esquerda. Um conjunto inédito até então.

Os "garotos de General", porém, não foram bem. Praticamente todas as chances do Ceará nasceram de rápidas descidas pelos lados do campo. Os laterais não conseguiram acompanhar a verticalidade do Vozão, que incomodou com Leandro Carvalho, Lima e, posteriormente, Wescley. A dupla, portanto, não foi aprovada no "primeiro teste" juntos, principalmente pelo desempenho de cobrir as costas.

O BOTAFOGO ATACOU?

Apesar do conjunto que vem atuando com certa regularidade ter sido mantido, a impressão do Botafogo no Castelão foi de que os jogadores se viram pela primeira vez na carreira. Pouco entendimento, mínimas triangulações e pouca ação no setor ofensivo marcaram um desempenho que resultou em duas finalizações em toda a partida.

O Botafogo não entrou em campo e, por isto, o empate foi lucro para o Glorioso. O meio-campo não se entendeu com o ataque e, apesar do time ter dominado a posse da bola, a velha ideia da pouca produtividade voltou à tona. O resultado disto foi uma equipe que não criou nada e garantiu o resultado pelo desempenho defensivo.

VELHOS PROBLEMAS...

Eduardo Barroca sofreu com algo que é recorrente em toda a sua passagem pelo Botafogo: a dificuldade diante de equipes que marcam no campo de ataque sob pressão. O Ceará incomodou e, com uma linha de marcação alta, dificultava qualquer ação de avanço do Alvinegro, mais uma vez perdido diante do campo minado de marcadores.

Não foi a primeira vez que o Alvinegro mostrou dificuldades e, acima de tudo, é recorrente que a equipe não encontre alternativas para superar isto. Barroca até tentou, com as entradas de Valencia e Rodrigo Pimpão no segundo tempo, mas de nada adiantou. Gustavo Bochecha, um jogador com capacidade de passes longos, entrou apenas aos 40 minutos do segundo tempo. O saldo na Arena Castelão foi negativo.

Mais Futebol