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Sampaoli confia em Cueva e se derrete por Pituca: "Joga em qualquer lugar"

Felipe Aguilar comemora o seu primeiro gol pelo Santos - Ivan Storti/Santos FC
Felipe Aguilar comemora o seu primeiro gol pelo Santos Imagem: Ivan Storti/Santos FC

08/03/2019 08h21

A vitória por 4 a 0 sobre o América-RN, pela Copa do Brasil, foi mais um motivo para o torcedor do Santos sorrir com a atual fase do time, não só pelos resultados, mas também pela maneira com que o time se porta em campo, conquistando também aqueles admiram o futebol bem jogado. Chama a atenção a facilidade com que os jogadores conseguem trocar de posição e se adaptar aos novos desafios, sempre com foco em manter a ofensividade do time, base do trabalho de Jorge Sampaoli. Esse estilo híbrido é outra arma para confundir adversários.

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Na última quinta-feira, o técnico argentino não pôde contar com o lateral-esquerdo Felipe Jonatan, e optou por improvisar Diego Pituca na posição. Ainda que Jean Mota tenha inciado o jogo na função, as circunstâncias do duelo fizeram com que o comandante voltasse para ideia inicial e colocasse o volante na lateral. Foi com participação de Pituca na ala e Mota no meio que o primeiro gol saiu. No entanto, a motivação por essa improvisação era muito mais complexa do que apenas uma necessidade.

"A inclusão de Pituca como lateral-esquerdo era por conta de o adversário jogar com extremos por dentro, então havia a necessidade de laterais que pudessem jogar por dentro. Além disso, eles soltavam muito os laterais abertos, então a ideia era jogar com os nossos extremos nas costas do lateral-direito deles para gerar inconvenientes", declarou o argentino na coletiva após a goleada.

Na fala de Sampaoli nota-se uma ligeira preocupação com o setor defensivo, ainda em fase de ajustes, mas com o objetivo de armar uma arapuca para o adversário, que viu seu ataque ser neutralizado e, ao mesmo tempo, sua defesa ser ameaçada com a velocidade de Soteldo, Derlis González e Rodrygo. Em resumo, o time encontrou soluções dentro da partida para resolver dois problemas, no entanto sem abrir mão de sua filosofia: atacar sempre.

"Nessas partidas eliminatórias, temos que ganhar com o ataque, e foi o que nós propusemos no segundo tempo para modificar algumas coisas, que era gerar muitos mais jogadas ofensivas e buscar o segundo gol rápido. A equipe conseguiu isso, criou pelo menos dez chances, que poderiam ter ampliado o placar. Permanecemos no ataque durante os 90 minutos", analisou o técnico santista.

Diante de carências no elenco, como a falta de um centroavante, e de reservas à altura para determinadas posições, como as laterais, Sampaoli e seus jogadores têm desenvolvido cada vez mais a capacidade de se reinventarem dentro de campo, tanto para suprir essas lacunas, quanto para superarem adversários complicados. Fato é que dificilmente o treinador insiste em apenas um jeito de jogar, o que não muda é a mentalidade ofensiva e o gosto pela posse de bola.

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