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Palmeiras justifica fama do elenco e briga por todos os títulos de 2018

26/11/2018 07h00

"Com o elenco que tem, o Palmeiras tem a obrigação de brigar por tudo na temporada". Essa foi a frase usada para criticar o clube por passar 2017 sem título. E é exatamente ela que comprova o sucesso da atual temporada, coroada com a conquista do Brasileiro. Além de levantar o troféu da principal competição nacional, o badalado plantel montado para 2018 chegou à final do Campeonato Paulista e às semifinais da Libertadores e da Copa do Brasil.

Esse protagonismo esteve longe no ano passado, quando o time até foi vice-campeão brasileiro, mas vacilou quando poderia ser líder, e caiu nas semifinais do Paulista, nas oitavas de final da Libertadores e nas quartas de final da Copa do Brasil. Foi exatamente para cumprir as expectativas de estar sempre nas finais que a diretoria argumentou a troca de Roger Machado por Luiz Felipe Scolari, em julho, e o segundo semestre justificou a fama do elenco e do próprio clube, que se acostumou a ouvir que, quando quer um jogador, tem poder financeiro para superar qualquer concorrência no país.

Para ter o elenco mais valioso do Brasil, o Palmeiras gastou R$ 70 milhões só para reforçar seu elenco neste ano, trazendo nomes como o zagueiro Gustavo Gómez, emprestado pelo Milan, e contratar os cobiçados meias Lucas Lima e Gustavo Scarpa. Uma capacidade financeira que tem como uma das forças o investimento de R$ 78 milhões anuais de Crefisa e Faculdade das Américas, principais patrocinadores do clube, incrementando uma receita total de aproximadamente R$ 600 milhões para esta temporada.

A Academia de Futebol, centro de treinamento do clube, passou por uma reestruturação desde 2015 e que se completou no começo de 2017, com a conclusão do hotel que abriga os jogadores e das dependências internas para trabalhos dos departamentos físico, de fisiologia e de medicina, entre outros. Foi a partir do ano passado, logo depois do título brasileiro de 2016, que o Verdão se impôs a missão de um elenco de qualidade e numeroso para ser protagonista do que disputasse, justificando a estrutura montada.

A busca por jogadores de qualidade para alternar escalações, exatamente como fez Felipão ao adotar um time para o Brasileiro e outro para as Copas do Brasil e Libertadores, sempre foi um dos nortes de Alexandre Mattos, que passou a trabalhar como diretor de futebol em janeiro de 2015. Por isso, fica difícil desvencilhar o sucesso da imagem do dirigente, que acumula cinco títulos nacionais em seis anos: pelo Cruzeiro, os Brasileiros de 2013 e 2014, pelo Palmeiras, a Copa do Brasil de 2015 e os Brasileiros de 2016 e 2018.

O protagonismo garantiu uma conquista a Maurício Galiotte, reeleito no sábado. O presidente sucedeu Paulo Nobre após o título brasileiro de 2016, afastou-se de seus vice-presidentes após apoiar a candidatura do casal Leila Pereira e José Roberto Lamacchia, proprietários da Crefisa e da FAM, no Conselho Deliberativo do clube e vinha sendo cobrado para terminar o atual mandato com um troféu, até para justificar os investimentos. Completando um cenário que faz o grito de campeão brasileiro sair com uma alta dose, também, de alívio dos dirigentes.

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