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Recorde? Felipão só pensa em título e vê ansiedade atrapalhando Palmeiras

18/11/2018 20h25

O Palmeiras estabeleceu um novo recorde de invencibilidade no Campeonato Brasileiro por pontos corridos, disputado desde 2003, ao atingir 20 rodadas seguidas sem perder. Mas nem isso faz Luiz Felipe Scolari ver pontos positivos no 1 a 1 diante do já rebaixado Paraná neste domingo, em Londrina, com o Estádio do Café tomado por torcedores do líder do Brasileiro. O técnico detectou ansiedade e cobrou a má atuação que viu da equipe.

- (Recorde) Só coroa se formos campeões. Se não for campeão, não adianta nada. Podem ser 20, 21, 22 jogos, tem de ganhar e ser campeão. É isso que as pessoas podem não entender, dizendo que não é o correto, que jogar bonito é bom... Mas, se não vencer o campeonato, não adianta manter ou ter uma marca história. A história vai ser se ganharmos o campeonato - disse.

- Naturalmente, temos de fazer uma análise bem detalhada do jogo, vendo alguns aspectos para os próximos três jogos. Mantemos os cinco pontos de distância para o segundo colocado e seis do terceiro, mas não foi um bom jogo. Todos sabemos disso - falou, sem usar o vento e a chuva que travaram os lançamentos do time no primeiro tempo como desculpa.

- Empatamos porque não jogamos bem. O tempo foi horrível no primeiro tempo. Ainda não conversei com o Edu (Dracena, capitão neste domingo), não sei se escolhemos defender contra o vento. Depois, tomamos gol em uma jogada na qual tínhamos plena convicção de que jogada com velocidade era por ali. É claro que o tempo não foi benéfico para nós, mas também não foi muito benéfico para eles, não - falou, reclamando de ansiedade.

- Isso atrapalhou, principalmente no segundo tempo, quando empatamos o jogo e, depois, ansiosamente, começamos a não jogar futebol, a não criar a situação que poderia nos dar a vitória. Era tudo no apressadinho. Não é assim que estamos jogando nem mantendo a liderança. É uma situação que teremos de trabalhar durante a semana.

Confira outros temas abordados por Felipão em sua entrevista neste domingo:

Perder pontos para um time já rebaixado

Todos sabem que isso é normal. Não é porque jogamos contra um time que está desclassificado que será fácil. Mas algumas pessoas são induzidas a pensar assim. Pensa quem quiser. Nós fazemos o nosso trabalho com nosso grupo, e não foi por isso que empatamos. Enfrentamos um clube que estava jogando também a sua condição de fazer algo diferente no campeonato, porque já está desclassificado, e foi muito bem.

Clima de festa dos torcedores influenciou?

Isso não entra em campo. Clima de festa é para quem quiser fazer festa, não para os jogadores. Eles sabem e respeitam o adversário, como respeitaram os colegas do Paraná. Tiveram dificuldades por uma série de razões e vamos ter de corrigir muita coisa para o jogo de quarta-feira.

Substituições

Fomos modificando ao longo do jogo. A modificação do Willian já era planejada, independentemente de qualquer coisa, porque ele jogou 60 e poucos jogos. Mas a do Deyverson foi normal, porque não vinha tendo a atuação que pudesse causar prejuízo ao adversário, e a do Bruno Henrique era para ter uma situação de meio mais organizada. Mas hoje não foi o dia.

Enfrentar times que brigam contra o rebaixamento

São adversários que estão na competição. São 20 clubes que disputam e, independentemente da posição, têm qualidade, porque estão na Série A. Podem não estar passando por um bom momento, mas existe o poder de superação, o trabalho do técnico adversário, da equipe. Não existe nenhum jogo em que a equipe vá dizer que vai vencer a outra com tranquilidade.

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