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Lembrando de 2007, Vasco busca vencer o Corinthians

RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA
Imagem: RODRIGO RODRIGUES/GREMIO FBPA

17/11/2018 08h00

Uma lembrança de 2007 anima o Vasco para o jogo deste sábado, às 19h, em São Paulo, contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro. Na penúltima rodada da competição daquele ano, os dois times se enfrentaram e brigavam para não sofrer o rebaixamento - ponto semelhante do encontro desta vez. O Vasco acabou vencendo por 1 a 0, gol de Alan Kardec, a última vitória cruz-maltina sobre o Corinthians, fora de casa, desde então, o que livrou-o da queda para Série B, afundando o adversário para disputar a segunda divisão do ano seguinte. Desta vez, o Vasco espera repetir o feito para ter um final de ano mais tranquilo.

O LANCE! conversou com Valdir Espinosa, técnico do Vasco naquela oportunidade. O ex-treinador lembrou das circunstâncias que envolveram o encontro cruz-maltino contra o Corinthians de 2007, destacando o caminho das pedras utilizado por ele e seus jogadores, na ocasião, para superar as adversidades e retornar ao Rio de Janeiro com os três pontos. A receita para superação era clara: transformar os 11 jogadores que formam a equipe titular em 22, com doação dentro das quatro linhas de forças além das possíveis por parte de cada atleta. Em 2007, ocorreu até uma "premiação": depois de vencer o Corinthians e se livrar da queda, o Vasco até conseguiu vaga na Sul-Americana, o que pode se repetir neste 2018.

"Lembro bem deste jogo, até porque foi uma partida que o Corinthians estava para ser rebaixado, mas o Vasco também vivia um momento difícil no Campeonato Brasileiro. Fiz sete jogos com o Vasco naquela oportunidade e depois comigo até nos classificamos para a Sul-Americana. Aquele jogo era muito importante para a gente pois uma vitória nos liberava totalmente de qualquer chance de sofrer o rebaixamento. O importante de tudo isso, e isso é para qualquer situação, é você transformar os 11 que se têm em campo em 22", afirmou em entrevista exclusiva, antes de completar:

"Como faz isso de transformar 11 jogadores em 22? É exatamente fazendo que cada um jogue tudo e mais um pouco, que cada um olhe para o lado e veja que o companheiro está jogando tudo e mais um pouco, o que faz com que ele jogue tudo e mais um pouco também. Todos precisam ter este espírito dentro das quatro linhas. Essa entrega é que faz superarmos qualquer dificuldade. É o primeiro passo para outras coisas acontecerem, os aspectos tático, técnico... Enfim, isso tudo vem após fazer com que a equipe faça de 11, 22", disse.

Depois deste jogo em 2007, o Vasco ainda não conseguiu vencer o Corinthians, em São Paulo. São 11 anos de jejum, o que o atual técnico Alberto Valentim espera que seja quebrado na partida deste sábado. Com o trabalho que vem sendo realizado, o elenco cruz-maltino desta reta final de Campeonato Brasileiro sabe da responsabilidade que possui em vestir a camisa vascaína, centenária e com muitas histórias de conquistas dentro e fora de campo. Depois de três rebaixamentos, o torcedor vascaíno não merece sofrer mais uma vez, e isto só será possível caso em campo as vitórias embalem. Não há espaço para erro. Em 2007, o objetivo foi alcançado. Inspiração e motivação não faltam.

COM A PALAVRA

Valdir Espinosa

Técnico do Vasco no jogo contra o Corinthians em 2007, ao LANCE!

"Apreensivos, claro que todos nós em 2007 estávamos no Vasco. Mas tem um ponto importante que precisamos falar, é entender o momento que você está vivendo para poder superá-lo. Fazer com que os jogadores também entendam, para que não seja naquela coisa "vamos lá que dá".

Primeiro temos de saber as dificuldades, depois disso sabendo a superação. Todos os jogadores tinham a consciência de sair daquele momento, os jogadores são os únicos capazes de fazer com que isso ocorra. Os 90 minutos que iriam ser uma decisão para o futuro do Vasco.

É acreditar em superar. Todos os jogadores sabiam que superaram e conseguiram fazer com que o Vasco permanecesse na elite do futebol brasileiro. Mas sem buscar heroísmo e heróis. Assim como somaram o esforço de todos antes do jogo, souberam no vestiário depois do jogo dividir a alegria".

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