PUBLICIDADE
Topo

Esporte

Contra rival da estreia, Deyverson tenta mostrar controle e ficar no time

23/09/2018 07h30

Neste domingo, depois de três jogos cumprindo suspensão em três campeonatos diferentes, Deyverson está de volta ao Palmeiras. E exatamente contra o Sport, o rival de sua estreia no clube, em 23 de julho do ano passado. Agora, sob a aprovação de grande parte da torcida, até porque decidiu um Dérbi em sua última atuação. Mas com a missão de mostrar o que lhe falta para se firmar de vez como concorrente a Borja: autocontrole.

No último dia 9, o atacante fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, no Allianz Parque, mas levou o terceiro cartão amarelo e causou polêmica ao piscar o olho em direção ao banco rival e até levou bronca da comissão técnica por provocações. Terminou o jogo no banco, chorando.

Antes disso, no dia 30, na derrota por 1 a 0 para o Cerro Porteño, ficou poucos minutos em campo até ser expulso por estar claramente descontrolado. Assim como, na Copa do Brasil, no 0 a 0 diante do Bahia, em Salvador, em 2 de agosto, deixou o cotovelo no chileno Mena e recebeu um vermelho que lhe custou duas partidas de gancho no torneio.

Assim, depois de ser herói no principal clássico do clube, Deyverson teve que ver de longe a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no Allianz Parque, pela semifinal da Copa do Brasil, o empate por 1 a 1 diante do Bahia, em Salvador, pelo Brasileiro, e a vitória por 2 a 0 sobre o Colo-Colo, no Chile, pelas quartas de final da Libertadores. Um desfalque que atrapalha o próprio jogador, que perdeu a chance de embalar após decidir um jogo importante.

A condição psicológica de Deyverson motivou uma conversa com ele, inclusive do técnico Luiz Felipe Scolari. O camisa 16 é apontado como alguém que tem sua questão emocional bastante exacerbada, mesmo com 27 anos e a carreira construída na Europa (atuou em Portugal, Alemanha e Espanha). A diretoria crê que o destempero recente tem a ver pela sua afirmação após ser intensamente vaiado e criticado pela torcida.

Hoje, porém, existe a confiança de que o atacante mostrará o autocontrole que falta para, mantendo a frequência de gols com Felipão (fez quatro em nove jogos sob o comando do técnico), se impor de vez na briga com Borja pela titularidade. Pelo rodízio que o treinador vem implantando, é quase certo que ele iniciará a partida deste domingo.

Naquele 23 de julho de 2017, Deyverson não estreou fazendo gol, mas sua atuação como titular na vitória por 2 a 0 sobre o Sport, na Arena Pernambuco, deixou boa impressão no jogador pedido por Cuca e por quem o clube pagou cerca de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 18 milhões na época) ao Alavés, da Espanha. Agora, é hora de se afirmar de vez. Em todos os quesitos.

Esporte