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COF recusa contas de mais dois meses no Palmeiras

Gestão de Mauricio Galiotte tem enfrentado atribulações políticas - Ale Cabral/AGIF
Gestão de Mauricio Galiotte tem enfrentado atribulações políticas Imagem: Ale Cabral/AGIF

01/09/2018 19h48

Depois de o Conselho Deliberativo (CD) considerar que os aditivos nos contratos da Crefisa são válidos, o Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do Palmeiras voltou a recusar balancetes por conta dessa alteração nos documentos, em reunião ocorrida na sexta à noite.

Mesmo com superávit, as contas de abril e maio não foram aprovadas pelo órgão fiscalizador, que já havia reprovado as contas anteriores de 2018.

Em abril, o clube terminou com R$ 2,29 milhões em superávit, mais R$ 9,712 milhões de superávit em maio. Levando em consideração os valores de junho, que ainda não foram discutidos no COF, o Verdão tem um superávit acumulado no primeiro semestre de R$ 41,6 milhões.

Por conta destes valores, a diretoria considera que a decisão tem influência política, uma vez que Mustafá Contursi é figura influente no COF e hoje oposição a Maurício Galiotte e Leila Pereira.

Para pessoas da situação, este é um movimento já pensando na eleição presidencial no fim do ano, quando Galiotte deve enfrentar Genaro Marino, atual primeiro vice, e que provavelmente será apoiado por Mustafá e outras alas oposicionistas, como conselheiros ligados a Paulo Nobre.

Os membros do COF, por outro lado, rebatem que a decisão é técnica. O órgão não concorda com a mudança nos contratos de aporte financeiro da Crefisa para contratação de jogadores. Os R$ 120 milhões gastos para trazer Luan, Fabiano, Bruno Henrique, Guerra, Thiago Santos, Borja, Deyverson, Dudu e Lucas Lima eram inicialmente considerados valores de patrocínio, mas mudaram para empréstimo. Ou seja, o Verdão terá de devolver à empresa todo o valor, com uma correção monetária - a menor no mercado.

O argumento é de que não houve um debate no COF sobre a mudança, que pode ser danosa para o clube no futuro. A diretoria, por sua vez, considera que esta é a melhor saída, já que a Crefisa foi multada pela Receita Federal por conta destes contratos antes vistos como patrocínio e teria de ocorrer a mudança.

Há pouco mais de dez dias, os aditivos foram discutidos no CD, que os aprovou por maioria. Membros da atual gestão consideravam que com a chancela do CD, órgão soberano, os problemas com o COF se resolveriam, mas não foi o que ocorreu. Os cofistas mantêm a posição de que a alteração contratual teve problemas e vícios no processo, portanto seguirão negando as contas. Essas recusas ao balancete do COF não têm efeito prático, já que ao término do ano o balanço, incluindo os 12 meses, é votado pelo Conselho Deliberativo.

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