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Tensão aumenta, mas Santos alinha defesa; presidente deve ir à Conmebol

24/08/2018 06h00

A tarde desta sexta-feira será importante para o desfecho do caso envolvendo o volante Carlos Sánchez. O presidente do Santos, José Carlos Peres, deve pessoalmente ir a Luque, no Paraguai, para apresentar a defesa do clube à Conmebol, que abriu investigação para apurar a suposta escalação irregular do jogador em partida contra o Independiente, na última terça-feira, em Avellaneda, na Argentina, pela ida das oitavas de final da Libertadores.

O departamento jurídico do Peixe trabalhou em sigilo nos últimos dias para ajustar até os últimos minutos o que será apresentado à entidade. Rodrigo Gama, gerente do Alvinegro, chegou a dizer em várias entrevistas que o clube desconhecia a suspensão imposta ao jogador ainda em 2015, quando atuava pelo River Plate, após partida válida pela semifinal da Copa Sul-Americana.

Na Argentina, começaram a circular imagens de um documento redigido pela Conmebol em 2016 e enviado para todas as federações que pertencem ao quadro da entidade a respeito das pendências dos jogadores. Nele, consta a obrigatoriedade de Sánchez em cumprir um jogo de suspensão - foi punido com três por agredir o gandula diante do Huracán (ARG) e teve a pena anistiada em 50%, arredondando para apenas um jogo.

Publicamente, a defesa do Santos fala que irá se apoiar no fato de ter consultado o sistema Comet, da Conmebol, e nele constar uma liberação do atleta. O clube vai alegar que agiu de boa fé, confiando no sistema, e que não tinha condições de saber do problema. Porém, uma decisão polêmica envolvendo o Comet aconteceu há alguns dias. Embora tenha vencido os jogos de ida e volta, o Temuco, do Chile, acabou eliminado da Copa Sul-America pelo San Lorenzo por decisão da Comissão Disciplinar da Conmebol.

O clube chileno escalou Jonathan Requena de maneira irregular e foi punido com derrota por 3 a 0 no jogo de ida pela entidade. A alegação foi de que Requena já havia sido inscrito pelo Defensa y Justicia nesta edição da competição. O Temuco tentou se defender alegando que usou justamente o sistema Comet para inscrever o atleta e que nele estava tudo legal. Não deu certo...

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