Topo

Jailson se emociona ao pegar pênalti no mesmo gol em que teve rara lesão

26/01/2018 00h09

Quando o árbitro apitou o fim de jogo, os jogadores do Palmeiras foram até Jailson para abraçá-lo. O goleiro quis ir rapidamente para o vestiário, pois estava emocionado. Ao defender o pênalti de Rodrigo Andrade, do Red Bull, o camisa 42 lembrou da rara lesão que sofreu no quadril em 2017, no mesmo gol em que foi decisivo na noite desta quinta-feira.

- Na hora (do pênalti) eu até fiquei um pouco triste. Foi no mesmo gol que eu machuquei, na Libertadores. Aí eu balancei um pouco a rede ali, orei e pedi a Deus para ajudar a nossa equipe, a gente merecia muito esse resultado. Acabei um pouco emocionado quando acabou o jogo, por isso, por ter sido no gol que eu tinha machucado, uma contusão rara - explicou.

Jailson se machucou na disputa de pênaltis entre Palmeiras e Barcelona (ECU). O problema no quadril nunca havia sido registrado em jogadores de futebol e ele levou quase três meses para voltar a jogar. Apesar do susto, o agora titular do Verdão diz que está "zerado".

Contra o Red Bull, fez três grandes defesas - uma no primeiro tempo e na etapa final a sequência do pênalti e o rebote. Uma atuação para chancelar a escolha de Roger, que o colocou como titular em vez de Fernando Prass e Weverton, os outros concorrentes. Mas até Jailson temeu não ter a vaga, especialmente depois do jogo-treino contra o Atibaia, em que foi o terceiro goleiro.

- No momento eu fiquei triste, sim. Lógico que respeitando a opção do treinador. Jogando ou não jogando eu sempre respeitei. Passou um filme na minha cabeça, fiquei um ano e meio só treinando, esperando essa oportunidade. Quando apareceu (a chance) pude mostrar meu trabalho, ajudar a minha equipe... A gente sabe que só pode jogar um. Tem de trabalhar bastante para dar conta do recado - completou.

- Sou um cara que olha bastante o treinamento deles. Me espelho bastante neles, trabalho firme. Agradeço o Roger por ter escolhido o meu trabalho. Vida de goleiro não é fácil, só pode jogar um. O Roger escolheu por mim, agradeço de coração - encerrou.