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MP não vê participação de Leila em revenda ilegal de ingressos do Palmeiras

Vídeo UOL
Imagem: Vídeo UOL

28/10/2017 20h19

O Ministério Público abriu um inquérito para apurar no Palmeiras uma venda irregular de ingressos, que eram a princípio da Crefisa, da conselheira e patrocinadora Leila Pereira. Na avaliação dos investigadores, Leila não participava do esquema para ganhar dinheiro e foi uma vítima no caso. Mustafá Contursi, ex-presidente e figura muito influente no clube, é parte importante neste possível caso de cambismo.

"A Crefisa é uma vítima, apenas forneceu os ingressos gratuitamente. Não foi de lá a prática de cambismo", afirmou Paulo Castilho, promotor do MP que pediu a abertura do inquérito.

O caso é o seguinte: Leila Pereira repassava 70 ingressos que recebia gratuitamente do Palmeiras para Mustafá Contursi, um aliado político no Verdão. Só que o ex-presidente, então, encaminhava as entradas para uma mulher chamada Eliane. Seria ela a responsável por levar os ingressos para um membro de torcida organizada, que fazia a revenda.

A prática veio à tona quando Eliane parou de receber ingressos. Ela teria recorrido a Paulo Serdan, ex-presidente da Mancha Alviverde, dizendo que estava sendo ameaçada. Serdan, que é conselheiro do Palmeiras, levou a história a Seraphim Del Grande, presidente do Conselho Deliberativo do clube. Todos os citados devem ser ouvidos no processo. Sobre Mustafá, Castilho não respondeu se pode ser considerado uma vítima, também.

"Aí já é parte da investigação. A Crefisa deu gratuitamente o ingresso, agora quem vendeu, quem não vendeu, isto é parte da investigação", resumiu.

O Conselho Deliberativo do Palmeiras também promete investigar o caso internamente. Leila diz que assim que soube do caso, por meio de Paulo Serdan, pediu providências ao presidente Maurício Galiotte. Mustafá, por sua vez, já afirmou que sabia o destino final dos ingressos.

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