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CBF acata pedido do STJD e vai exigir cadastro biométrico para organizadas

Atlético-PR já utiliza sistema de biometria em seu estádio - Marco Oliveira / Site oficial do Atlético-PR
Atlético-PR já utiliza sistema de biometria em seu estádio Imagem: Marco Oliveira / Site oficial do Atlético-PR

27/10/2017 12h04

O Regulamento Geral de Competições de 2018 terá um novo artigo que tem como propósito coibir ações de violência nos estádio e facilitar a identificação de quem eventualmente "fugir da linha" durante as partidas. O dispositivo determinará que os clubes determinem um local fixo para o posicionamento das torcidas organizadas e que esse espaço tenha controle biométrico no acesso.

A formatação desse artigo teve envolvimento de integrantes do STJD e também chegou à mesa da CBF a partir da demanda de órgãos públicos. O regulamento costumeiramente é publicado em dezembro.

"Customizamos um artigo para o regulamento geral do ano que vem que é justamente a identificação biométrica das áreas em que a organizada vai ser localizada. Conseguimos chegar a esse artigo para que todos os mandantes determinem a área reservada para a organizada, como Corinthians e Palmeiras já fazem, por exemplo. Esse local específico vai ser controlado", disse o procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, que acrescentou:

"Para a Justiça Desportiva, reconhecer o infrator não tem tanta efetividade no ponto de vista desportivo, mas o poder público entende que vai trazer um benefício enorme para a segurança pública. Vai ser muito mais fácil a identificação de eventuais infratores. Reconhecer todos os participantes não é o objetivo maior, o objetivo é atacar o núcleo do problema, as torcidas organizadas".

Mas por que não estender a biometria para todo o estádio?

"Seria, em princípio, algo muito complexo, poderia trazer mais problema do que solução", explicou Bevilacqua, indicando a precaução em relação a obstáculos técnicos para o primeiro momento de aplicação da norma.

Mesmo com a brecha para que "brigões" entrem em outros setores do estádio, o entendimento é que a chance de confusão com esse "isolamento" é muito menor.

"Se você estiver em um setor fora do aglomerado da organizada, é muito mais fácil que eventual confusão seja identificada", emendou o procurador-geral do STJD, que participa nesta sexta-feira de um seminário sobre violência.

Atualmente, há biometria na Arena da Baixada, estádio do Atlético-PR, e também um projeto em andamento na Arena do Grêmio.

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