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Botou fogo? Colunistas analisam impacto da derrota do Corinthians

24/10/2017 18h55

Pela primeira vez nesta temporada, o título do Campeonato Brasileiro parece ter saído das mãos do Corinthians e voltado a ser disputado por outros clubes. Nesta segunda-feira, o líder voltou a tropeçar, perdeu para o Botafogo por 2 a 1 e viu sua vantagem na ponta diminuir.

Com os resultados da rodada, o arquirrival Palmeiras está a apenas seis pontos do Alvinegro, e as duas equipes irão protagonizar um Dérbi de alta tensão nas próximas rodadas. Mas fica a questão: a vitória do Botafogo sobre o Corinthians realmente botou fogo no campeonato?

- O campeonato, com a derrota do Corinthians, ganha uma cara de maior competitividade. Palmeiras e Santos observam e sabem que não podem mais errar - afirma Mário Marra, jornalista e colunista do LANCE!

O principal fator para a maior competitividade da reta final do Brasileiro é a clara queda de produção do Corinthians. A campanha imbatível do primeiro turno deu lugar a partida irregulares, com direito a derrotas para times que estão na zona do rebaixamento - em Itaquera! Marcel Capretz, também colunista do LANCE!, credita o acirramento do campeonato aos adversários que descobriram o jogo do Corinthians, além da estagnação de jogadores.

- Os adversários aprenderam a bloquear, por exemplo, as construções ofensivas pelos lados do campo, as triangulações entre o lateral, o meia externo e ora Jô, ora um dos volantes servindo de apoio. Além dessa estagnação coletiva, alguns jogadores caíram individualmente. Jadson, Rodriguinho, Fágner e Guilherme Arana não estão repetindo as mesmas atuações do primeiro turno.

A pergunta é: a queda de produção do Corinthians pode acarretar na perda do título, um título que todos já davam por conquistado? João Carlos Assumpção, colunista do LANCE!, reconhece a vantagem de pontos corintiana, mas acredita que o emocional do time pode prejudicar nesta reta final.

- Não acredito que o Santos alcance o Corinthians mas o Palmeiras, sem Cuca e agora com Valentim, pode chegar lá. Com Cuca não iria longe. Com Valentim pode ser diferente. E o emocional conta muito. O do Palmeiras está bom, o do Corinthians, nem tanto.

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