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Prestígio cai e Levir Culpi passa a correr riscos no Santos

Daniel Vorley/AGIF
Imagem: Daniel Vorley/AGIF

20/10/2017 06h00

Contratado no dia 12 de junho, Levir Culpi tinha a confiança da diretoria para ser o técnico do Santos até o fim do ano e resistiu no cargo mesmo sendo eliminado nas quartas de final da Libertadores para o Barcelona de Guayaquil, do Equador. Porém, depois do empate em 1 a 1 com o Sport, na última quinta-feira, sua situação é diferente.

Embora não haja uma reunião marcada com a diretoria, a permanência do comandante até dezembro é incerta. O que pode definir seu futuro é a visão dos líderes do elenco sobre o trabalho do treinador.

Parte da diretoria contesta, internamente, algumas escolhas nas escalações, - como a de Thiago Ribeiro no jogo de ida das quartas de final da Libertadores, a de Leandro Donizete no jogo de volta, a entrada de Serginho na vaga de Copete no último jogo e algumas substituições - mas não confronta a comissão técnica. Porém, Levir já não é bancado nos bastidores como foi após a eliminação da Libertadores.

O que faria a diretoria santista repensar a permanência do treinador seria o time abandonar a disputa pelo título nas próximas rodadas ou uma necessidade considerada pelos jogadores.

Recentemente, o técnico não se envolveu em nenhuma polêmica extra-campo. No episódio em que Zeca se manifestou nas redes sociais com gestos ofensivos e em que Kayke cobrou o superintendente Dagoberto dos Santos do recebimento de premiação no vestiário, Levir esteve alheio.

As atitudes do comandante não relacionadas ao campo foram o veto a Vecchio após uma postagem em rede social, a Leandro Donizete após se atrasar a um treino, proibir cultos religiosos com participação de pessoas de fora do clube na concentração e obrigatoriedade de todos os jogadores retornarem dos jogos fora de casa junto da delegação. Todas tiveram aprovação da direção.

O próprio Levir Culpi vê com pessimismo sua permanência no clube em 2018, sobretudo por causa da eleição presidencial que acontece no dia 9 de dezembro.

"Tenho certeza (que o ano de eleição interfere no time) Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e o que vai acontecer? Vocês já sabem", comentou na quinta-feira.

A atual gestão, comandada por Modesto Roma Júnior, avalia alguns nomes para o cargo caso vença o pleito. Fabiano Soares, atualmente no Atlético-PR, é um dos treinador que agradam.

Antes da chegada de Levir Culpi, o auxiliar-técnico e ex-jogador Elano comandou o time em duas vitórias depois da saída de Dorival Júnior. Ele ficaria no comando interinamente, até o fim do ano, caso a saída do atual técnico seja antecipada.

Em 29 jogos com Levir no comando, o Santos venceu 13, empatou 12 e perdeu quatro, o que significa um aproveitamento de 58%.

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