Topo

Imprudência, 'má fase de um mês' e lance redentor: Rodriguinho desabafa

24/09/2017 14h53

Dias depois de optar pelo silêncio na Argentina, onde o Corinthians empatou sem gols com o Racing e foi eliminado da Copa Sul-Americana em uma partida que ele jogou dois minutos antes de ser expulso por uma entrada imprudente, o meia Rodriguinho desabafou no Morumbi. Ele participou da jogada que rendeu o gol marcado por Clayson no empate em 1 a 1 com um desarme e um drible em Júnior Tavares e coroou uma atuação segura no jogo seguinte de um de seus piores momentos com a camisa do Timão.

- Futebol é isso, a gente tem possibilidade, no jogo seguinte, de conseguir mudar as coisas. Acho que você tem que ser muito sereno para absorver quando você está muito bem, com as pessoas falando que você é um grande atleta ou alguma coisa do tipo, você tem que se manter sereno para que aquilo não te suba à cabeça. Então, da mesma forma, quando as coisas não estão fáceis, a gente também tem que erguer a cabeça e tentar buscar sabedoria para se manter bem e, no próximo jogo, poder mudar as coisas.

Rodriguinho foi acusado por Petros, autor do gol do São Paulo, de ter cometido falta em Júnior Tavares no lance que rendeu o gol de empate do Corinthians, feito após cruzamento na área e chute de Clayson. O camisa 26 do Corinthians negou ter cometido falta, mas disse que entende a manifestação dos rivais.

- Sinceramente, não vi irregularidade nenhuma no lance. Eles têm direito de achar ruim, mas acabei de ver o lance no vestiário e não vi falta. Se a gente for reclamar de todos os lances que aconteceram, por exemplo, Camacho sofreu falta no Hernanes agora no final do jogo que acabou resultado, se não me engano, na bola que o Cássio defendeu. Camacho foi só na bola e juiz deu falta. Juiz vai acabar se equivocando algumas vezes e isso é normal no futebol. Vi o lance ali agora, não achei falta nenhuma. Se a gente for reclamar de todas as faltas que possivelmente aconteceram no jogo tem várias aqui que eu posso falar também que não houve, não.

Nos últimos dias, especificamente desde a eliminação na Sul-Americana, Rodriguinho tem acusado de ser um dos personagens principais da má fase corintiana, pois a equipe venceu duas vezes em seis partidas do segundo turno do Brasileirão e ainda caiu na competição continental. O meia discordou que esteja em má fase prolongada e disse que se arrepende apenas do ocorrido na Argentina.

- Eu só não concordo com isso que ouvi alguém falar, de má fase de um mês. Me arrependo, sim, do jogo contra o Racing, foi uma atitude não muito prudente, mas que acaba acontecendo às vezes. Não foi maldade, não foi nada. Infelizmente aconteceu, é levantar a cabeça, futebol nos dá oportunidade de, no próximo jogo, a gente poder mudar as coisas. Fico feliz de hoje poder ter ajudado minha equipe a conseguir resultado que foi importante e difícil. A gente sabe da dificuldade de jogar aqui, é um ponto importante que a gente vai levar, e eu espero poder melhorar ainda mais junto com toda a equipe já que a gente tem consciência de que não fizemos um grande primeiro tempo e tentar ser mais regular os dois tempos para que a gente possa conseguir melhores resultados.

VEJA OUTRAS DECLARAÇÕES DE RODRIGUINHO APÓS O CLÁSSICO:

JOGADA DO GOL

"Fui feliz de ter acreditado na jogada até o final. A gente se cobra muito isso, é o espírito da nossa equipe, estar sempre buscando e brigando por todas as bolas. Acreditei, fui feliz, depois consegui dar um drible nele (Júnior Tavares) ali e achar Romero dentro da área. Fico feliz de poder ter ajudado minha equipe a conseguir resultado importante para a gente, porque somar pontos fora de casa é importante para nossa sequência de campeonato e pela dificuldade que foi o jogo."

PEDRADA NO ÔNIBUS

"No Morumbi é normal. Polícia sempre tenta fazer escolta mas acabam acontecendo essas coisas. Já tinha (vivido isso), aqui no Morumbi acabam arremessando latas de cerveja no ônibus, já tinha vivido isso também contra o Vitória, que é muito difícil chegar lá no Barradão e acaba acontecendo também. São coisas que não deviam acontecer, mas, no futebol, acabam acontecendo."