COB levará 20 toneladas de materiais de sete países para os Jogos Olímpicos

O caminho até a França é longo, e nem sempre de avião. Uma das partes mais importantes no planejamento para os Jogos Olímpicos Paris 2024 é a logística de transporte de todo o material do Brasil. Com apenas 40 dias para o início da competição, a operação organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) que envolve o envio de equipamentos por terra, mar e ar, com origem de sete países diferentes, está em sua reta final.

Os números chamam a atenção. No total, serão dez contêineres, com uma estimativa de 20 toneladas somente de materiais, mobiliários, material gráfico e de marketing, além de uniformes e equipamentos esportivos. O número de medicamentos, bandagens e equipamentos médicos também impressiona: 41.390 itens. Há, também, uma grande quantidade de embarcações: 23 no total (seis barcos da Vela, quatro botes, dois barcos do Remo, cinco barcos da Canoagem de Velocidade e seis canoas/caiaques Slalom.

"A preparação para a logística começa com muita antecedência em projetos assim, tão grandes. Dois, três anos antes, a gente já começa a entender qual vai ser o nível de serviço da missão. Entre dez e oito meses antes dos Jogos, chegamos a um plano final para o envio dos materiais", disse Sebastian Pereira, gerente-executivo de Alto Rendimento e subchefe da Missão Paris 2024.

A logística, de fato, é complexa. Por mar, da China sairão dois contêineres com todo enxoval de uniformes da delegação brasileira, que se somará ainda ao frete aéreo do Paquistão, de onde virão as peças de treino e de competição. Por terra, da Suécia e da República Tcheca, virão os equipamentos de condicionamento físico. Os barcos da canoagem de velocidade, pisos do vôlei, tatames, botes da vela e varas do atletismo serão levados de Portugal, enquanto os do remo sairão da Itália. O transporte a partir desses últimos países também será por caminhão.

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Mas o maior volume sairá do Brasil. Em geral, serão transportados equipamentos de força e condicionamento, mobiliários diversos, equipamentos eletrônicos, todos itens de TI para estrutura de conexão virtual, segurança e internet, eletrodomésticos e materiais de marketing. Além, claro, de equipamentos esportivos de algumas modalidades. Serão cinco contêineres enviados de navio saindo do país rumo à França.

No planejamento, foi preciso levar em conta a melhor forma de transporte. O cargo aéreo, por exemplo, permite um tempo de trânsito bem menor. Em alguns casos, o transporte por mar ou terra pode chegar a 45 dias. Também foi considerado o custo envolvido pelo volume do material, no caso do envio dos materiais de infraestrutura e dos uniformes do Time Brasil para o Taiti, base do surfe nos Jogos, foi definido o transporte por avião a partir de Paris pelas facilidades que isso criaria.

"Durante os Jogos, a gente contrata um armazém por cerca de três meses. É um armazém grande, de 800 m², onde a gente centraliza nossos materiais e, dali, começa a distribuir. Material que vai para a Vila Olímpica, para Saint-Ouen (base do COB), para cada instalação, para a Casa Brasil. São mais de 60 caminhões e contêineres em movimentações pela França", disse João Gabriel Pinheiro, que integra a equipe de planejamento de logística para os Jogos de Paris.

Com apenas 40 dias para os Jogos Olímpicos, os materiais já começaram a desembarcar em Paris. "É um trabalho complexo, mas estamos muito seguros de que estamos prontos para oferecer aos nossos atletas e oficiais as condições ideais para que eles tenham o melhor desempenho de suas carreiras nos próximos Jogos Olímpicos", completou Sebastian.

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