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Vítor Pereira analisa dois tempos do Corinthians em empate e elogia Róger Guedes na esquerda

Vítor Pereira, técnico do Corinthians, durante a partida contra o Avaí, pela 21ª rodada do Brasileirão - R. Pierre/AGIF
Vítor Pereira, técnico do Corinthians, durante a partida contra o Avaí, pela 21ª rodada do Brasileirão Imagem: R. Pierre/AGIF

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

06/08/2022 22h31

O técnico Vítor Pereira, do Corinthians, analisou, de forma direta e reta, a atuação do time hoje (06), no empate em 1 a 1 diante do Avaí, na Ressacada, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para Vítor, algumas escolhas não funcionaram no primeiro tempo e, por isso, foram modificadas no decorrer dos 45 minutos. Outras, só depois do intervalo.

"Primeiro, não entramos muito bem no jogo. Tivemos dificuldades para entrar no jogo. Tivemos, de fato, mudanças na estrutura, porque neste momento temos que fazer alguma gestão para o jogo contra o Flamengo. A forma que encontramos foi jogar com dois atacantes, com o Gustavo (Mosquito) mais centralizado. O adversário estava encontrando espaços do lado contrário e nós estávamos perdendo muitos duelos e, mais ou menos com 15 minutos, mudamos para o 4-3-3 com o Piton a jogar como extremo pelo lado esquerdo, Róger centralizado e Gustavo do lado direito", iniciou em coletiva de imprensa após o duelo.

Jogadores de Corinthians e Avaí disputam lance durante partida do Brasileirão - Heuler Andrey/Getty Images - Heuler Andrey/Getty Images
Jogadores de Corinthians e Avaí disputam lance durante partida do Brasileirão
Imagem: Heuler Andrey/Getty Images

"Assentamos melhor o nosso jogo e no nosso melhor período, no primeiro tempo, sofremos a penalidade. Estávamos controlando um pouco melhor o jogo. Fizemos uma segunda parte muito forte, só não deu para virar o resultado porque... Na primeira parte, o último passe não entrava, tivemos situações, na segunda parte, fomos mais forte, mais agressivos defensiva e ofensivamente, mas não conseguimos virar por conta de muito tempo parado. Foi um pouco a dificuldade de ter um jogo quebrado, quebraram a intensidade do jogo, depois a nossa torcida, na parte final, com essa regra que não entendo muito bem, acendendo os sinalizadores, pararam o jogo. Aí quebra o ritmo, não sei como resolver isso", complementou.

No segundo tempo, com a entrada de Yuri Alberto, Róger Guedes passou a atuar pelo lado esquerdo e Mosquito pelo direito. VP elogiou o camisa 9 e explicou por que voltou a fazer essa combinação, visto que havia dito recentemente que não colocaria mais a dupla Yuri e Róger jogando juntos.

"Eu, hoje, gostei muito de ver o Róger do lado esquerdo. Foi sinceramente a vez que mais gostei. Agora, foi muito um jogo para frente na segunda parte, ofensivo, de forçar o ataque, defensivamente não fomos colocados à prova, ele não precisou defender como extremo, por dentro, mas, em termos ofensivos, fez um segundo tempo muito bom. Muita pena o lance do gol (impedido)", finalizou.

A sequência do Corinthians não será nada fácil: na próxima terça, visita o Flamengo, no Maracanã, pela volta das quartas da Libertadores, precisando reverter o placar de 2 a 0. Depois, recebe o Palmeiras, na Neo Química Arena, pela 22ª rodada, no sábado.

Por fim, duela contra o Atlético-GO novamente em casa, na outra quarta-feira, com a necessidade de reverter também um 2 a 0, mas pelas quartas da Copa do Brasil.

Veja outros trechos da coletiva de Vítor Pereira:

Renato Augusto

"O Renato entrou muito bem, nos deu qualidade. Agora ele tem que adquirir ritmo, ficou muito tempo parado, foi pena aquela bola não ter entrado, assim como gol anulado do Róger, mas é futebol".

Renato Augusto, do Corinthians, durante partida contra o Avaí pelo Brasileirão - Heuler Andrey/Getty Images - Heuler Andrey/Getty Images
Renato Augusto, do Corinthians, durante partida contra o Avaí pelo Brasileirão
Imagem: Heuler Andrey/Getty Images

Escolhas táticas

"Temos o Adson lesionado, o Willian em transição, também fora, temos o Gustavo e temos que gerir também o Yuri, porque chegou e começou logo a jogar, está acusando algo no jogo contra o Flamengo. Entrar com Róger e Yuri, ficamos praticamente um pouco condicionados para o jogo seguinte. Nossa decisão foi, não tínhamos extremos, vamos gerir o Róger, não foi possível, ele foi até o fim, vamos com Róger e Yuri e vamos pensar no próximo jogo, vamos entrar com dois e bem abertos nos corredores, mantendo o triângulo no meio. O que é certo é que, em termos ofensivos, não estávamos criando, muito mais pela agressividade do adversário e estávamos com dificuldades. Aos 15 minutos já estávamos com Gustavo na direita, Piton na esquerda e Róger centralizado. Não estava funcionando sem referência e pela falta de trabalho nesse esquema com dois atacantes. Depois trocamos e acabamos sofrendo o gol de pênalti num momento em que estávamos melhor no jogo".

Sequência de jogos decisivos

"Essa sequência é muito pesada, em que priorizar uma competição... Nós queremos estar na frente no Brasileiro, sabemos que temos que ir ao Maracanã e competir pelo melhor resultado possível, tentar reverter a situação negativa. Quer dizer, é pensar nos dois jogos. Depois, temos o Palmeiras, é a mesma situação. Teremos o Palmeiras em casa e vamos querer reverter o jogo da Copa do Brasil. Sinceramente, não é fácil. Nós, hoje, tínhamos a intenção de gerir o esforço de alguns dos atletas, mas depois o resultado vai dizendo outra coisa e queremos ganhar o jogo. O caso do Róger era isso, era entrar o Yuri depois, se o resultado estivesse ao nosso favor, mas não foi possível. Outros também, como o Balbuena, que vem numa sequência de jogos pré-temporada e começou logo a jogar. Nós chegamos nessa fase decisiva com gente que entrou de novo e não teve oportunidade de treinar para competir, já chegou competindo, e com gente que voltou de lesão, algumas delas prolongadas e que também precisam de ritmo. Não se consegue de um dia para o outro. É essa mistura de situações. Maycon se lesionou de novo, o Renato chegando agora, o Willian vamos ver se será possível (voltar) no próximo jogo, o Fagner muito tempo fora e está voltando, mas temos que gerir. As coisas estão mais ou menos assim. Amanhã (domingo) vamos ter treino, viajar e ouvir as queixas de cada um, para ver quem terá condições de jogar contra o Flamengo".

Willian

"Com honestidade, não posso responder isso. O fato de ele estar feliz ou não, não sei, tem a ver com a família, não sei, tem estado lesionado. Essa é uma situação que não posso responder e nem garantir nada".

Ramiro e Mateus Vital

"Aquilo que tenho visto nos treinos, o Ramiro é uma máquina ao trabalhar, uma máquina. É um jogador que o treino é numa intensidade muito alta, com carga elevada. Como estamos num período de dificuldades, essencialmente nos extremos, ele não é extremo de origem, mas pode jogar por dentro, tem essa condição física. O Vital não me parece estar nesse ritmo ainda. São jogadores diferentes, com características diferentes, o Vital pode vir a ajudar também. Escolhi o Ramiro por essa intensidade dos treinos e que hoje achei que, numa altura do jogo, com desgaste do time, coloquei o Ramiro no jogo".

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