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Vítor Pereira completa 3 meses de Corinthians tendo calendário como principal desafio

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

28/05/2022 05h00

Vítor Pereira completa neste sábado três meses como treinador do Corinthians. Há exatos 90 dias, o treinador comandava seu primeiro treino no CT Joaquim Grava, mas ainda vem se adaptando ao calendário insano do futebol brasileiro, entre outras diferenças em relação aos países onde já atuou.

Mesmo com tantas mudanças culturais e de calendário, Vítor Pereira vem fazendo o que pode e até que não coleciona tantos resultados ruins, com exceção dos clássicos, já que ainda não venceu os principais rivais do Corinthians. Ainda assim, o Timão figura na liderança do Campeonato Brasileiro e conseguiu avançar às oitavas de final da Copa Libertadores.

"Quando decidi aceitar o desafio do Duílio e da direção, sabia que vinha com uma maratona [de jogos] complicada. Estar na frente [no Campeonato Brasileiro] não significa muito. Há uma maratona de jogos, viagens tremendas, viajamos a noite toda e chegamos de manhã, já aconteceu algumas vezes isso. O intervalo entre jogos é curtíssimo, os adversários são difíceis. Viajamos para uma cidade que faz frio e depois vamos para outra com uma grande diferença de temperatura", comentou Vítor Pereira.

Em 21 jogos à frente do Corinthians, Vítor Pereira soma nove vitórias, sete empates e cinco derrotas - aproveitamento de 53,9%. No entanto, a atuação do Timão em clássicos ainda é um obstáculo para o treinador português, que perdeu quatro dos cinco duelos com os principais rivais do clube, além de ter empatado outro.

Além do calendário, outra diferença que vem dificultando o trabalho de Vítor Pereira no Corinthians é o vazamento da escalação planejada às vésperas dos jogos, fato que o obrigou a abrir mão de trabalhar com os atletas que pretende acionar nos compromissos do Corinthians.

"Até a escalação tinha por hábito trabalhar estrategicamente no dia anterior ao jogo, ia ao campo, imaginava o adversário, colocava em posição no campo, na fase ofensiva, na fase defensiva, com determinados movimentos, contra-ataque, enfim. Hoje não posso fazer isso, porque, passada uma hora, a equipe que vai jogar está na mídia. É mais uma adaptação que tenho que fazer. As viagens, calendário apertado, diferentes equipes, vários campeonatos, temperatura. São várias coisas a serem pensadas", completou.

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