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Cuiabá vê árbitro de jogo contra o São Paulo "sem condições" e fará protesto na CBF

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

15/05/2022 23h41

Neste domingo, o São Paulo venceu o Cuiabá por 2 a 1, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro. O Dourado estava na frente do placar até os 19 minutos, quando André Anderson foi derrubado na área e o árbitro deu pênalti polêmico para o Tricolor Paulista, convertido por Calleri. O lance gerou reclamação da equipe do Cuiabá.

Na marcação do pênalti, o VAR chamou o juiz Alexandre Tavares de Jesus, mas o mesmo manteve sua decisão. Além disso, a expulsão do atacante Jonathan Cafú, não aplicada inicialmente pelo árbitro, mas após consulta no VAR, também causou insatisfação.

Assim, o Dourado se posicionou contrário à decisão da arbitragem e divulgou nota oficial protestando sobre os lances.

"O Cuiabá EC qualifica como inaceitável o que ocorreu hoje na arbitragem da partida contra o São Paulo FC, no Morumbi, pela Série A. Não há justificativas para a escalação de um novato para a partida de hoje, alterando o rumo de escolher árbitros qualificados para as partidas do Brasileirão. Não bastassem todas as dificuldades impostas pelos gigantes do futebol brasileiro, que insistem na fórmula de inflar seus ganhos às custas das equipes médias, temos que conviver com a escalação de um árbitro sem condições de apitar na elite do futebol brasileiro", disse na nota.

"Alexandre Tavares de Jesus fez sua estreia de forma esdrúxula, marcou um pênalti inexistente contra nossa equipe, deu-se ao luxo de não consultar o VAR sabe-se-lá-por-que e ainda expulsou o atleta Jonathan Cafú depois de não ter marcado nem falta no mesmo lance", completou englobando o outro lance protestado.

O clube comunicou, ainda, que levará o caso à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e citou, também, mudanças que espera na eventual criação da Liga Brasileira de Clubes (Libra).

"O Cuiabá informa que fará protesto formal na CBF, embora saiba que este tipo de atitude dificilmente gere alguma consequência palpável. A discussão da criação da Liga Brasileira de Clubes e o discurso de união precisam ter como fundamentos duas premissas: o fim da desigualdade financeira das receitas, hoje na proporção de oito para um, e a profissionalização da arbitragem. Fora disso, o futebol brasileiro seguirá cada vez mais distante do esporte praticado em outras partes do mundo", concluiu.

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