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Sylvinho minimiza falhas individuais e diz que Corinthians "mereceu resultado melhor"

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

25/11/2021 23h35

Cássio e João Pedro cometeram falhas individuais que culminaram nos gols do Ceará na noite desta quinta-feira, no Castelão. O Corinthians, muito por isso, sofreu mais uma derrota como visitante, mas Sylvinho evitou apontar os jogadores e avaliou o resultado final como injusto.

"Se ganha um grupo, se perde um grupo. Obviamente não tem peso individual nenhum. Deixa o vestiário triste, ainda mais por aquilo que produzimos, por aquilo que entregamos, corremos atrás do resultado o jogo inteiro, produzimos boas substituições, que potencializaram o time no segundo tempo. Infelizmente, quando conseguimos o empate, acabou tomando o segundo gol rapidamente. Faz parte, faz parte do campeonato, que é difícil. Triste pelo resultado, mas um desempenho que buscamos e merecemos um resultado melhor o tempo todo".

Durante a entrevista coletiva, o treinador foi questionado se a titularidade de Cássio é intocável. O camisa 12 tem cometido erros em momentos cruciais neste Campeonato Brasileiro.

"É uma continuação da pergunta anterior. O futebol se vive de acertos e erros. trabalhamos com um grupo e vamos continuar firme. O atleta é passivo de um erro, assim como nós muitas vezes. Hoje, fomos bastante assertivos em algumas substituições, outras nem tanto. Faz parte. Todos nós acertamos, errando, é um esporte complexo, coletivo. Triste pelo resultado, mas temos, em breve já, um jogo importante em casa, do qual estamos lutando por uma vaga direta", despistou o técnico.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Sylvinho:

Substituição de Fagner

"O Fagner pediu para sair. O atleta olhou para o banco, fez um sinal de que estava absolutamente morto e pediu substituição. É sempre difícil mexer nessa alinha de quatro - quando falo quatro, podem ser cinco defensores -, porque é sempre difícil você entrar no ritmo e alguma situações, circunstâncias do jogo te levam a tomar decisões importantes e você não está no mesmo nível que os atletas que estão jogando, mas, faz parte, ele pediu a substituição".

Período de construção do time

"Não. Quando eu falo construção e, por gentileza, sempre falei isso e continuarei falando, construção no futebol necessita de um tempo. Feliz por estar aqui, seis meses, ver o time brigando diretamente por uma vaga de Libertadores, um cenário que, cinco meses atrás, ninguém acreditava. Estamos trabalhando, atletas que vêm de cenários diferentes, estão se readaptando, os quatro (reforços) jogaram pouquíssimo juntos, terminamos o primeiro turno em sexto, praticamente, com o time que começamos o campeonato. A virada do primeiro turno, éramos sexto, com um time que fez bastante. Com tudo isso, jovens que estão vindo da base, como Du, como GP, como Roni, tenho prazer em receber, veio de lesão sério, enfim, estou me alongando para falar do grupo, titularidade de João Victor, atletas mais experientes estão se adaptando e temos um grupo de atletas que já ganharam muito. Queremos terminar o Brasileiro, conquistar a vaga à Libertadores e a partir do ano que vem, sim, você tem um cenário onde você tem pré-temporada, jogadores adaptados e você parte de um zero. Quero acreditar que, aí sim, nós começamos a falar de um grupo que já foi transformado, construído e vai ficar com pequenos detalhes para ser feito durante a temporada".

Peso de falhas e desatenção fora de casa

"O futebol é um esporte coletivo, bastante complexo, grande parte dos gols, ainda que tenhamos qualidade dentro de campo, um campeonato qualificado, muitos dos gols acontecem por falhas. Quando você para pra analisar, sempre tem alguém fora de posição, sempre acontece algo, e obviamente potencializa quem finaliza bem e faz o gol. Mas, sempre parte um pouco disso. Óbvio que não gostamos, corrigimos, mas é um todo. Futebol é assim, se ganha assim, se perde assim, já ganhamos nos últimos minutos, já tomamos gol nos últimos minutos, já fizemos gols onde erraram e tomamos onde erramos. É um grupo, não individual, e temos de trabalhar dessa maneira".

Cássio intocável

"É uma continuação da pergunta anterior. O futebol se vive de acertos e erros. trabalhamos com um grupo e vamos continuar firme. O atleta é passivo de um erro, assim como nós muitas vezes. Hoje, fomos bastante assertivos em algumas substituições, outras nem tanto. Faz parte. Todos nós acertamos, errando, é um esporte complexo, coletivo. Triste pelo resultado, mas temos, em breve já, um jogo importante em casa, do qual estamos lutando por uma vaga direta. Foi todo o trabalho do vestiário e nosso que nos trouxe até aqui, buscamos nas últimas rodadas uma vaga à Libertadores, um cenário externo que era outro no início. Quando você faz números gerais, acho que sexto melhor mandante e quinto melhor visitante, não são números ruins para um trabalho de seis meses e de onde saímos. É um grupo e trabalhamos como grupo".

Rodar o elenco e condição de Willian

"A palavra poupar eu não estou muito de acordo com ela. Nós potencializamos o time e os atletas, o campeonato é duro, viagens longas, causa um desgaste grande, de maneira que aqueles que se mostram recuperados, em condição temos colocado em campo, porque queremos nossos pontos, trabalhamos em cima de rendimento desses atletas. Mas, a palavra poupar, não. Entramos com o que tinha de melhor naquele momento, obviamente, gerindo essas circunstâncias".

Falta de goleiro experiente no banco

"Na parte pessoal, eu entro. O Cássio, como demais atletas, é um atleta acostumado com o clube, acostumado a pressões, críticas, grandes elogios, faz parte. Os mais experientes lidam com isso de forma tranquila. Somos um grupo, confiamos no grupo, no que está sendo feito, entendemos que o trabalho tem números positivos. São três jogos que faltam, temos um desejo grande, a gente se vê lutando por uma vaga, palmo a palmo, ou seja, o cenário poderia ser bem diferente naquilo que pintavam. Vai ser fácil? Não. Ela está garantida? Não. Mas, nós conquistamos, nesse período, a condição de jogar nesses três jogos tentando a vaga".

Escalação e Luan

"Willian é um atleta que pouco a pouco está voltando aos treinos e jogos. Não se mostrava ainda em condição de jogo (como titular). Estamos avaliando a cada jogo, estamos saindo para uma série de viagem e jogo a cada três, quatro dias, e o Willian voltou nesse final. Não sinalizada um início de jogo, o próprio atleta, conversamos com eles. Vamos avaliar os próximos dias para saber as condições que ele se encontra para saber se há ou não a condição de iniciar um jogo. Entrar no jogo é uma coisa, iniciar é diferente. Vamos ouvir os departamentos e, obviamente, os atletas".

"Com relação ao Renato, é um atleta que vem de 13 ou 14 jogos seguidos, sinalizou um cansaço muito grande após o jogo contra o Santos, a recuperação não foi total, o atleta sinalizou uma situação de cansaço, do qual ele não tinha condição de iniciar o jogo. Veio, esteve conosco, nos ajudou em 30 minutos".

"Luan é um atleta que tem treinado bem, estava esperando uma oportunidade, uma chance e o momento era do Luan. Não entendo uma questão de aproveitar ou não. É um atleta que está, que participou e, na ausência de Renato, entendemos que era momento de Luan jogar".

Gols sofridos no início

"Depende da palavra ela passa a ser um pouco... Minando, não. Minando, em absoluto. Estamos aqui para trabalhar. Depois, depende. Fizemos gols em começo de jogo, em final de jogo, tomamos gol em final de jogo. Tem um adversário do outro lado. O número, não podemos analisar tirando de contexto. Você tem de pegar todas as partidas, por isso eu disse que somos, até onde eu lembro, o sexto melhor mandante, quinto melhor visitante, aí é um número completo. Os números de 35 rodadas são esses, é um número que te permite jogar por uma vaga direta à Libertadores. Não é bom tomar gol nem no começo nem no fim. O que prejudica é você ter um gasto maior. Mas, se prejudica um pouco a performance do time? Não sei se prejudica, mas você tem de acelerar mais o jogo, você tem um gasto energético, calórico, muito maior, porque teu adversário está postado, você tem de apressar jogadas, tem um gasto muito grande. Foi o que aconteceu hoje. Passamos 80 minutos gastando muita energia. O resultado não foi o que queríamos, mas a performance foi por algo melhor, embora a condição seja por G4 e lutar até o final".

19 jogos sem vencer o 1T

"Eu acredito, dando sequência à pergunta, não se pode tirar as coisas de contexto. Se nos outros 19 jogos tivemos um número de vitórias importantes, então o time responde bem, as substituições foram bem feitas e o time tem uma condição física e emocional boa, porque conseguiu fazer gols no segundo tempo. Depende. Não existe um conceito fechado no futebol com relação a coisas, número, que são tirados de contexto. Não é bom tomar gol em nenhum momento, nem no começo nem no fim. Só que também, quando se fala em gol, vamos lá, agora eu trago pro meu lado. Nós somos a terceira ou quarta melhor defesa do campeonato, talvez quinta, também são números que não são ruins. Então, vamos analisar com mais calma, entender números inteiros, com mais tranquilidade e poder aprofundar um pouco nos números".

Autocrítica do trabalho de 6 meses

"Eu não tenho, falei numa coletiva anterior, não tenho pretensão de avaliar meu trabalho, e não acabou, faltam três jogos, estamos caminhando, mas vai ser suada, vai ser no final, o campeonato é difícil, ano passado um título foi disputado nos últimos minutos, e assim vai ser esse ano, novamente, estamos preparando um grupo para isso. Me defendo nesse aspecto, de que é um trabalho digno, um trabalho bom, um trabalho onde o vestiário está entendendo, tem dado suas entrevistas e são absolutamente claras quando eles falam do trabalho da comissão técnica, e não é só meu, não, do qual também podem dizer que nosso ambiente é bom, agradável, e temos um resultado de estar brigando por uma vaga à Libertadores. Não tenho pretensão, não. O que eu sei é que é um trabalho digno, honesto, suado, um trabalho onde pegamos e não eram esses números, o objetivo não era esse, canso de falar isso, então, quero entender que esses números estão de acordo. A pretensão de jogar mais longe não tenho, prefiro me concentrar nos três jogos que faltam".

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