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Bruno valoriza time "cascudo" e reabilitação da Seleção masculina de vôlei em Tóquio

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

30/07/2021 02h24

A derrota contra o Comitê Olímpico Russo deixou o Brasil pressionado no torneio olímpico de vôlei masculino. Nesta sexta-feira, a equipe deu a resposta: superou as dificuldades, o saque extremamente forçado dos Estados Unidos e obteve uma vitória por 3 sets a 1, seguindo na zona de classificação para a próxima etapa da competição para defender o título conquistado na Rio-2016.

"A gente teve uma conversa. Eu falo, esse time é cascudo. Não sei qual será o resultado, mas é um time forte. Principalmente ontem (quinta-feira) quando a gente estava naquela ressaca da derrota, de uma derrota que dói e frustra porque não conseguimos jogar bem, a gente foi para a quadra e treinou como se fosse o último treino. E ninguém treina mais do que a gente. O Lucão falou depois do jogo de hoje (sexta), é uma pá de cal nesse jogo como foi na derrota. Não tem tranquilidade, a gente joga assim. A gente precisa estar com a faca no pescoço pra colocar ela no dente pra jogar. Essa é a mentalidade", disse o levantador Bruninho.

Diante dos Estados Unidos, o Brasil sofreu um revés no primeiro set, causou preocupação aos torcedores, mas depois recuperou seu ritmo habitual de jogo. "Quando está todo mundo dentro do jogo, bem, é muito bom pro levantador, você consegue fazer a estratégia sem preocupação e isso foi fundamental hoje", completou Bruninho.

O ponteiro Lucarelli também destacou a mudança de postura do elenco brasileiro. "A energia foi diferente. O time estava com uma energia mais animal e isso fez diferença. A gente sabe que a derrota foi dolorida mas foi um jogo, a gente sabe que tinha outros dois e só dependia da nossa atitude. Hoje o vôlei é ligado ao saque, eles abriram umas vezes, nós abrimos. Nós temos uma característica de saque agressivo, então tem que impor essa força e aguentar a pressão", comentou.

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