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Cleber Reis dispara contra dirigentes do Santos: "São covardes comigo"

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

24/06/2021 09h24

O zagueiro Cleber Reis, do Santos, falou mais uma vez sobre sua atual situação no Peixe. Treinando separado e com o futuro indefinido, o jogador fez um desabafo em relação ao modo que é tratado no clube, disparando especialmente contra dirigentes.

"Me sinto sabotado, humilhado. Os caras são covardes comigo. Não estão sendo verdadeiros, honestos. Me frustra. Meu filho me pergunta "pai, você não vai jogar mais não?" e eu respondo que vou. Isso é algo que me deixa muito mal, quando meu filho pergunta. Eu não ligo quando gente de fora pergunta. Mas dentro de casa, meu filho... que sempre me viu jogando, não me envolvendo em nenhum problema. Fui esfaqueado pelas costas, né? Sigo sendo. Mas eu sou temente a Deus, sou focado naquilo que eu quero. Vou sair dessa. Logo, logo estou jogando de novo. Quando menos esperarem vão ver a reviravolta", disse o zagueiro ao UOL Esporte.

Cleber chegou ao Santos e nunca se firmou. Sua última partida pelo clube foi em 2017 e desde então teve empréstimos para Ponte Preta Oeste, Coritiba e Paraná. Recentemente a diretoria e o jogador discutiram um acordo para a rescisão de contrato, mas as partes ainda não entraram em consenso.

O defensor se protegeu dos comentários feitos em relação a sua parte física. Segundo o atleta, isso não é problema faz mais de um ano. "É muito ruim pra mim. A forma que eles estão querendo me tratar, expondo minha imagem. O modo que falam que eu não tenho 'pensamento ou pose de querer jogar mais bola', que não penso no meu futuro. É uma coisa muito negativa. Eu treino todos os dias. Eu não dou entrada no departamento médico faz mais de ano. Eles colocaram algo na minha vida, isso me perturba até hoje. Dizem que tem coisa no meu joelho. Não tem nada, eu sou mais forte do que muitos jogadores que eles têm. Meu joelho não me dá problema, eu trabalho, treino todos os dias. Tenho horário alternativo, não reclamo. Sou humilhado, mas clamo a Deus, que guia minha vida. Me apego na minha família. Mas isso me cansa", explicou.

O fato de não ter nem a possibilidade de treinar com o grupo e conhecer os treinadores também incomodam o zagueiro, que teve passagem pelo Corinthians em 2014. "Dentro do clube, onde falam que eu sou a peça negativa, tem pessoas que estão todos os dias comigo. Seguranças, faxineiras, estão vendo meu trabalho. Não tem valor maior do que esse, ser reconhecido na visão do ser humano. Por que os diretores, eles não querem ouvir meu lado. A única meta que eles têm é tirar o Cleber de lá. Eu não sirvo. Como dizem que o treinador não me quer, se eles nem me deixam treinar com o treinador. Aí chegou o Diniz, os caras dizem o que? 'Não, Rodrigão e Clebão não vão treinar com os caras (grupo principal). E eles (diretoria do Santos) falam que eu quem não quero jogar bola", desabafou.

Mesmo afastado e sem ritmo de jogo, Cleber garantiu que Vasco e Goiás chegaram a se interessar pelo seu futebol, mas que o Santos vetou qualquer tentativa de negócio. "Teve proposta do Vasco e do Goiás, meus empresários conversaram comigo, mandaram mensagens para eles, do Santos. Disseram que não aceitariam, que só aceitariam a rescisão. Que não estavam dispostos a me liberar. Forçando minha saída", completou o atleta.

Ao todo, Cleber atuou apenas 10 vezes pelo Peixe desde que chegou. Atualmente o jogador treina separado no CT Rei Pelé. O contrato do zagueiro com o clube vai até 30 de janeiro de 2022.

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