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Corinthians aproveita pausa e conclui manutenção do gramado da Arena

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

15/04/2021 07h00

Classificação e Jogos

O futebol não parou para as tradicionais férias entre as temporadas de 2020 e 2021. A ausência de tempo livre refletiu em alteração na programação da manutenção que é feita anualmente no gramado da Neo Química Arena.

"Ia acontecer só na próxima parada. Ia ficar para dezembro, janeiro. A gente sempre procura alguma brecha no calendário, às vezes, alguma sequência de jogos fora. Mas, essa manutenção, mais agressiva, precisa de, pelo menos, 20 dias", conta Breno Augusto Felício, gerente do estádio do Corinthians.

Em entrevista à Gazeta Esportiva, Breno explica que o clube aproveitou a última paralisação nas competições, essa imposta pelo Governo de São Paulo, para correr atrás do tempo perdido e fazer todo o processo a fim de deixar o campo da casa alvinegra nas melhores condições possíveis, novamente.

"A gente fez uma manutenção bem pesada, mais agressiva. Ela é chamada de manutenção "vertical". É uma máquina que passa em toda a extensão do campo para tirar o excesso de massa orgânica".

"Fizemos uma ressemeadura de ponta a ponta também. Hoje, o gramado, até a parte do gol, já está praticamente perfeito".

A Neo Química Arena não recebe uma partida de futebol desde 7 de março, quando o Corinthians venceu a Ponte Preta por 2 a 1.

Serão 41 dias de intervalo entre o duelo com a Macaca e o próximo compromisso, agendado para às 20 horas de sexta-feira, com a visita do São Bento a Itaquera.

"Ajudou, porque a nossa semente (Rye Glass - de inverno) tem um tempo diferente para crescer. A gente sempre faz ressemeaduras mais localizadas justamente porque ela precisa de 30 a 35 dias para crescer".

"Como essa parada foi uma surpresa, perdemos uns 10 dias para ter tudo pronto, esperar chegar a semente, que vem dos Estados Unidos. Mas, deu tempo. Conseguimos fazer todo o processo. Agora é só manter o corte e colocar as luzes para fortalecer. Está finalizado, lindo".

A queda na temperatura, aliás, deu à empresa World Sports, responsável pela manutenção, condições ideias para realizar a ressemeadura da grama, algo que entre dezembro e janeiro teria de ser feito com mais calor e chuva do que agora.

"A partir dessa última semana deu uma esfriada boa. Esse tempo de frio com sol é o melhor que tem para nós, pela grama que nós usamos".

Além de não utilizar a grama bermuda, que é instalada em rolos e atende a maioria dos clubes brasileiros, o campo corintiano também conta com uma fibra sintética que amarra a raíz da grama sem ficar aparente. Ela existe em cerca de 3% de todo o espaço cuidado.

Drenagem averiguada

As poças d'água que se formaram durante os jogos do Corinthians contra Palmeiras e Ponte Preta naquele que é considerado por muitos atletas o melhor campo do futebol brasileiro também causaram estranheza nos profissionais que tratam do piso.

"Não teve nada. Fizemos a limpeza de dutos, apenas. O gramado não aguentou a quantidade de água mesmo. Foi, realmente, a questão da quantidade. A gente até foi checar para ver se encontrava algum problema e constatamos que não tinha problema nenhum", afirma Breno Augusto Felício. "De todo modo, a gente fez manutenção do sistema de irrigação e também uma manutenção preventiva na drenagem".

Portanto, agora é só rolar a bola. E serão logo dois jogos seguidos em um período de apenas três dias. Após receber o São Bento, nessa sexta, o Corinthians vai enfrentar o Ituano, na Neo Química Arena, domingo, às 22 horas.

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