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Corinthians chega a acordo com a Caixa para pagar Arena até 2040

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

26/11/2020 20h06

Uma das "bombas" prometidas por Andrés Sanchez deve ser anunciada nos próximos dias e remete ao acordo do Corinthians com a Caixa Econômica Federal sobre o pagamento da Arena construída em Itaquera e inaugurada em 2014.

A Gazeta Esportiva apurou que o clube e o banco estatal concluíram as negociações. Agora, ambos vão iniciar o processo de formalização e assinaturas. A informação foi publicada inicialmente pelo ge.

O valor estipulado ficou em R$ 569 milhões e a partir de agora as parcelas serão anuais, e não mais mensais.

O prazo também foi estendido. O clube tinha até 2028 para quitar a pendência. Neste novo formato, o vencimento da última prestação ficará para 2039.

Um detalhe importante é que o Corinthians convenceu a Caixa a iniciar os pagamentos em 2022. A crise criada pela pandemia do coronavírus foi o argumento utilizado pelos representantes corintianos.

Desta maneira, o Corinthians usará todo o montante recolhido por meio da venda do naming rights do estádio para abater a dívida com a Caixa.

Não a toa, o acordo do Timão com o banco terá o mesmo período de validade do contrato do clube com Hypera Pharma.

Os R$ 15 milhões anuais arcados pela empresa farmacêutica serão destinados integralmente à Caixa. Ao fim, serão R$ 300 milhões, sempre corrigidos pelo IGP-M.

Desta maneira, o Corinthians ficará responsável por R$ 269 milhões, que terão de ser pagos em 18 anos. O valor será sempre corrigido pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

As parcelas que o clube assumirá nunca passarão de R$ 38 milhões. Isso significa que o Corinthians poderá decidir entre usar todo o restante da receita que a Neo Química Arena produzir para outro fim ou para adiantar parcelas.

A segunda "bomba" prometida pelo presidente Andrés Sanchez diz respeito ao acordo com a Odebrecht, também sobre a Arena. Conforme a Gazeta já explicou, clube e empresa aguardam apenas a assembleia dos credores da construtora para oficializar o negócio. A previsão é de que a resolução saia em dezembro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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