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Confira a trajetória, números e conquistas de Diego Armando Maradona

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

25/11/2020 20h13

Nesta quarta-feira, o ex-jogador Diego Armando Maradona morreu na Argentina, aos 60 de idade, vítima de uma parada cardiorrespiratória. A notícia abalou o mundo do futebol, que perdeu um dos maiores personagens e nomes de sua história.

Ídolo por todos os lugares em que passou, Maradona despertou paixão e admiração em diversos torcedores, e deixa um legado repleto de títulos, dribles e gols. Confira aqui a trajetória do argentino.

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Início meteórico no Argentina

Diego Maradona nasceu no dia 30 de outubro de 1960. Com apenas 15 anos de idade, no dia 20 de outubro de 1976, estreou profissionalmente pelo Argentino Juniors. Dono de rara habilidade, Maradona transformou o pequeno clube de Buenos Aires, colocando-o na disputa com grandes equipes do futebol nacional.

Demorou menos de um ano para que o craque fosse chamado para a seleção argentina. Em 1977, o então jovem atleta participou dos minutos finais da goleada por 5 a 1 contra a Hungria. Em 1979, Maradona sagrou-se campeão mundial sub-20 pela Argentina, sendo eleito o melhor jogador do torneio.

Apesar de ter sido o artilheiro de cinco edições do Campeonato Argentino, Maradona não conseguiu levar o Argentino Juniors ao título inédito. O jogador conquistaria a competição em sua primeira passagem pelo Boca Juniors, em 1981. Após pouco tempo na grande potência sul-americana, foi contratado pelo Barcelona.

Passagem pela Europa e Copas do Mundo

Na Catalunha, o argentino conquistou uma Copa da Liga Espanhola, Uma Copa do Rei e uma Supercopa da Espanha, entre 1982 e 1984. O período, no entanto, também foi marcado por uma séria lesão na perna, sofrida após uma entrada dura de Andoni Goikoetxea, então no Athletic Bilbao.

Em 1984, Maradona se transfere para o Napoli. Assim como no Argentino Juniors, o meia-atacante eleva o patamar do clube, conquistando dois Campeonatos Italianos, uma Copa da Itália, uma Supercopa da Itália e a Copa Uefa de 1989.

Antes de triunfar pela equipe de Nápoles, Maradona conquistou o principal troféu de sua carreira. Em 1986, o camisa 10 liderou a Argentina na Copa do Mundo, conduzindo a seleção ao bicampeonato mundial. O jogador foi destaque no torneio, com cinco gols e cinco assistências.

Diversos lances de Maradona na Copa do Mundo de 1986 ficaram eternizados, mas dois são emblemáticos. Na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final da competição, marcou os dois gols. O primeiro, com mão, tento que seria lembrado como "La Mano de Diós" (a mão de Deus). Já no segundo, o craque arranca do meio-campo, passa por seis adversários e balança as redes.

Quatro anos depois, Maradona voltaria a colocar a Argentina em uma final de Copa do Mundo, novamente contra a Alemanha. Se em 1986 os sul-americanos levaram a melhor e venceram por 3 a 2, em 1990 foi a vez dos europeus triunfarem por 1 a 0.

Volta à Argentina e doping

Depois de sete temporadas no Napoli, onde viveu seu melhor momento na carreira, Maradona teve uma curta passagem pelo Sevilla, entre 1992 e 1993. Na sequência, retorna à Argentina para jogar no Newell's Old Boys, mas por pouco tempo. Durante a Copa do Mundo de 1994, o ídolo foi flagrado no antidoping e acabou expulso da competição, além de uma suspensão de 15 meses.

Após o período fora dos gramados, o argentino voltou ao Boca Juniors, em 1995, onde encerraria a carreira. Dois anos depois, encerrou sua carreira como jogador, jogando sua última partida oficial diante do River Plate.

Ao todo, Diego Armando Maradona conquistou nove títulos e marcou 311 gols em 585 jogos. Pela seleção argentina, foram 91 partidas, 34 gols e quatro Copas do Mundo Disputadas.

Carreira como treinador

Antes mesmo de se aposentar, Maradona já havia iniciado a carreira como treinador. Durante os 15 meses em que esteve fora das quatro linhas, entre 1994 e 1995, o craque comandou o modesto Mandiyú e o Racing, ambos da Argentina.

Em 2000, Maradona sofreu uma crise hipertensiva no Uruguai, decorrente do uso de cocaína. O ex-jogador então foi tratar o vício, que o atrapalhou durante boa parte de sua trajetória como jogador, em Cuba.

Oito anos depois, o ídolo foi chamado para comandar a seleção argentina. Na Copa do Mundo de 2010, acabou eliminado para a Alemanha nas quartas de final.

Depois, Maradona ainda seria treinador do Al-Wasl e do Al-Fujairah, dos Emirados Árabes, do Dorados de Sinaola, do México e do Gimnasia de La Plata, da Argentina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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