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Ramirez revela pernas trêmulas por procura do Palmeiras, mas privilegia projeto do Del Valle

redacao@gazetaesportiva.com (Redação)

22/10/2020 01h30

O técnico Miguel Angel Ramirez na noite desta quarta-feira dirigiu o Independiente del Valle no triunfo sobre Barcelona de Guayaquil. No Estádio Olímpico Atahualpa, após garantir presença nas oitavas de final da Copa Libertadores, o espanhol falou sobre a medida de recusar a possibilidade de trocar seu time pelo Palmeiras imediatamente.

"Em uma decisão assim, são múltiplos fatores. Não é só o contrato e as condições que oferecem, não é só o projeto esportivo, não é só o que você está deixando, não é só para aonde vai e quando vai. É um montão de fatores e a decisão nunca é fácil, muito menos quando te chamam gigantes, porque o piso treme, as pernas tremem", descreveu.

Colocado como primeira opção pelo Palmeiras, Ramirez negociou diretamente com Anderson Barros e Paulo Buosi, diretor de futebol e vice-presidente do Palmeiras, respectivamente. No entanto, decidiu não deixar o Independente del Valle com a temporada em andamento.

"É muito difícil tomar uma decisão assim. É mais difícil para mim, porque estou começando minha carreira no futebol profissional. Então, tenho que medir bem os passos que dou e pisar sobre piso firme, sobre o qual possa seguir avançando", disse o técnico de apenas 35 anos, que começou no próprio Del Valle, em 2019.

"Falando do peso específico que tem esse grupo e esse projeto, é muito significativo, muito alto. O Independiente me deu tudo no mundo profissional. Foi o time que me permitiu entrar no mundo profissional, me dedicar profissionalmente no alto nível, poder jogar noites mágicas de Copa Sul-Americana e de Copa Libertadores", disse.

"Com um grupo que já estamos trabalhando juntos, no qual tudo se faz mais rápido e mais fácil, porque eles já me conhecem e eu conheço eles. Com um olhar, nos entendemos. Então, isso tem um peso específico muito, muito grande", encerrou Ramirez, privilegiando o projeto do clube equatoriano.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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