Vinho, Messi e caravela: Abel mostra lado leve em coletiva após vitória

A vitória do Palmeiras sobre o Vasco na noite da última quinta-feira (13) deixou Abel Ferreira leve. O treinador português se mostrou bem-humorado na entrevista coletiva após o jogo, o que proporcionou algumas citações e brincadeiras.

Vinho, Messi, caravela e esposa que manda

Abel Ferreira entregou um vinho a Álvaro Pacheco. Os treinadores de Palmeiras e Vasco são amigos de longa data, e Abel fez questão de saudar o companheiro de profissão e entregar um presente no primeiro encontro entre eles no Brasil: "[O vinho] É uma edição limitada e só para pessoas especiais", disse o comandante palmeirense.

Abel citou os 'ventos fortes que sopram a caravela do Palmeiras'. O treinador afirmou que tem que ajustar as velas da embarcação palmeirense após as saídas de Endrick, Luan e Luís Guilherme.

Sim, é o momento que o vento está forte em direção à nossa caravela e temos que ajustar as velas. Sabíamos que quando começasse o campeonato íamos perder jogadores para seleção. Sinceramente, não esperava perder tantos jogadores por vendas. Abel Ferreira, em entrevista coletiva

Sobrou até para Messi. Abel citou o argentino e Guardiola ao falar sobre a maneira como alguns jogadores do Palmeiras têm oscilado na temporada.

Ser jogador no Brasil, seja brasileiro ou estrangeiro, é um campeonato difícil, exigente. É impossível estar sempre nota 10. Nem o Ronaldo, o Messi ou o Guardiola, quanto mais o Abel, o Zé, o Veiga. Eu, como líder, entendo que os jogadores não estão tão bem em alguns momentos e cabe a mim ajudar. Os melhores são os que estão jogando.

A esposa de Abel também foi assunto. O treinador foi perguntado novamente sobre o pré-contrato com o Al-Sadd e tentou evitar o assunto, mas não deixou de dizer que é Ana Xavier, sua cônjuge, quem manda em casa e no seu destino de certa forma.

Vocês sabem que eu sou apaixonado pela minha família, né? E eu já disse, vou perguntar à minha mulher onde eu quero ir. Então, vocês já sabem que manda lá em casa, né?

Abel ainda brincou com os apelidos de Zé Rafael. O treinador foi perguntado sobre a partida do camisa 8 e disse não ter ideias para inventar um novo apelido para o meia. "O que eu vou dizer do Zé agora? Já chamei de comboio, trem, robocop, já jogou de tudo no time..."

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O que mais Abel disse?

Por que não colocou Dudu. "Ele está aqui conosco hoje. Tive conversas com ele. A verdade é que ele ainda não se sente 100% confortável. Fez um jogo-treino muito bom, já tinha feito outro anterior, alinhei algumas coisas com ele. Hoje, conversamos e gostei do que ele disse: 'Professor, estou disponível, se calhar, não estou confortável para jogar, mas queria ir com a equipe e estar com a equipe'. Disse a ele que é um dos nossos capitães, líderes e que queria que ele estivesse com o grupo. O que eu mais quero é que ele volte, que volte bem, com confiança e crescendo. Não o coloquei pela conversa que tivemos e vamos seguir com esse tipo de conversa."

Ninguém mais sai, a não ser pela multa. "[Chegaram] Muitas ofertas. Luan foi vendido, veio para o Murilo, Veiga, Zé Rafael, Rony, Piquerez, Flaco López, não posso deixar sair. Vocês metem isso na cabeça dos jogadores e o vento começa a soprar, mas o capitão tem que dizer para onde temos que ir e ajustar as expectativas dos nossos jogadores. O que temos que fazer é jogar bola [...] Vendas estão fechadas, quem vai entrar está fechado. Presidentes, empresários que ligam para os jogadores do Palmeiras: esqueçam. Os jogadores já levaram os recados para os representantes deles... Ninguém sai, a não ser que paguem a cláusula, como foi com o Luan. Quem foi vendido, está vendido. Já foram vendidos três e acho que chega. Já fizemos muito dinheiro em muitas vendas."

Sonho. "Meu sonho como treinador é ter dois jogadores do mesmo nível para cada posição. É ter Ríos e Zé, Veiga e outro jogador pela mesma posição, Aníbal e outro, Weverton e outro, o Piquerez e outro, dois laterais-direitos brigando pela mesma posição. Assim como foi com os centroavantes: Endrick, Rony e López. Não quero dar cadeiras a ninguém e sim bancos a toda gente. Assim continuamos competitivos."

Pensamento no Mundial? "O Mundial só vem daqui um ano. Nosso planejamento é preparado no fim do ano anterior. Eles [diretoria] já sabem que jogadores podem continuar conosco e não podem. Quisemos buscar o Aníbal há um ano e não conseguimos. É tudo uma questão de oportunidades de mercado. Vamos ajustar as velas, mas pensando no agora."

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