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Timão tem derrota moral ao escalar o pequeno goleiro de 2,04 metros

Yuri Alberto fez dois gols a favor, Cacá fez um contra, Hugo fez um pênalti cretino nos acréscimos e o Corinthians, que abriu 2 a 0, cedeu o empate no confronto direto contra o Atlético-GO. E daí? Empate (poderia ser vitória ou derrota) nunca pode ser e não é mais importante do que o fato lamentável de o time do povo ter escancarado a sua falta de vergonha na cara e de amor-próprio!

Expulsão de Gustavo Henrique? Entrada de Moscardo no segundo tempo? Gol inacreditável perdido por Vagner Love no segundo tempo? Pênalti burro? Gol contra? O jogo dos 7 mil erros não tem a menor importância diante do absurdo!!!

Carlos Miguel ter viajado a Goiânia é o armagedon!

Carlos Miguel ter jogado como titular é o fim do mundo! Qual o próximo passo? Lançar um terceiro uniforme verde e contratar Paulo Nunes como gerente de futebol?

Carlos Miguel ainda vestir a camisa do Corinthians só não é mais insano que o fato de Duilio Monteiro Alves, ex-presidente, ter reduzido a sua multa rescisória de 50 milhões de euros para 4 milhões de euros na escandalosa renovação do minúsculo goleiro de 2,04m.

Augusto Melo, presidente atual (até quando?), ter liberado Cássio, disparado o maior goleiro da história do clube, sem o pagamento da multa rescisória, sem antes reformar o contrato de Carlos Miguel, é mais do que o armagedon, é o apocalipse!

Carlos Miguel está em contagem regressiva para jogar no Campeonato Inglês (os colonizados preferem "Premier League"). Carlos Miguel não vê a hora de jogar contra sir Willian (britânico de Ribeirão Pires que não se adaptou a vida no Brasil). Carlos Miguel não deveria nem pisar na Neo Química Arena domingo para o clássico Majestoso contra o São Paulo.

Quase toda a Fiel torcida (menos a pequena e nada inteligente parcela que pediu a saída do Gigante Cássio e a efetivação do minúsculo Carlos Miguel) não merecia essa derrota moral.

É tão óbvio que Carlos Miguel, como qualquer trabalhador, tem o direito de jogar onde bem entender, que não é nem preciso falar a respeito. Como mais do que direito, é obrigação do torcedor, amador, não querer que nunca mais o "profissional" pise no Parque São Jorge e que vai encher os cofres no Notthingham que o parta.

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Tem que ser muito passa-pano para querer que o torcedor trate com "amor" quem age apenas como "profissional". Um padeiro, um empresário, um jornalista ou uma prostituta também troca de emprego e de país, mas não tem torcida nem é ovacionado, embora tenha gente que finja não entender a diferença e faça comparações patéticas. Às vezes por falta de inteligência, outras vezes, por falta de honestidade, na maioria das vezes, pelas duas coisas.

Se Carlos Miguel quer agir como um trabalhador qualquer (como se os vencimentos e o tratamento de um jogador fosse de qualquer outro trabalhador), ele não merece o tratamento de ídolo e gratidão reservados aos não normais. Elementar, não...

A questão, óbvia, é outra. De ordem prática. Carlos Miguel poderia exercer o seu direito e ir jogar na Inglaterra ou no Umbral, sem problema nenhum. Mas deveria ser homem de avisar o treinador, a direção e, principalmente, os mais de 30 milhões de corinthianos (com TH), maloqueiros e sofredores que era essa a sua intenção... Deveria expor isso quando o (fraco) treinador barrou Cássio e o colocou como titular, sob aplausos de alguns tresloucados que fazem barulho nas redes antissociais.

Que o presidente Augusto Melo, enquanto ainda tem a caneta (e tudo indica que a tinta está acabando...), e o seu sucessor, seja ela quem for, tenha a grandeza de admitir o óbvio ululante: o Corinthians grande, sempre altaneiro, é muito maior que qualquer goleiro de 2,04m, muito maior que qualquer técnico e infinitamente maior que qualquer cartola.

Aconteça o que acontecer, Matheus Donelli, corinthiano de infância, é muito maior do que a minúscula direção alvinegra e o pequeno Carlos Miguel, de 2,04m. Que não merece (ninguém merece) violência nem intimidação. Só o desprezo eterno de quem nunca vai estar eternamente nos corações de quem não trata o Corinthians como um nada qualquer.

Se o Corinthians não se dá o respeito por que o pequeno Carlos Miguel vai respeitar o Corinthians?

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Saravá, São Jorge!

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