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Por que São Paulo decidiu assinar pacto da ONU por sustentabilidade

Julio Casares, presidente, e Roberto Armelin, diretor jurídico e de compliance, assinam adesão do São Paulo ao Pacto Global da ONU - Divulgação/saopaulofc.net
Julio Casares, presidente, e Roberto Armelin, diretor jurídico e de compliance, assinam adesão do São Paulo ao Pacto Global da ONU Imagem: Divulgação/saopaulofc.net

Do UOL, em São Paulo

30/10/2022 04h00

O São Paulo anunciou na semana passada a adesão ao Pacto Global da ONU (Organização das Nações Unidas), uma iniciativa para adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade. O UOL Esporte conversou com o clube para entender o que motivou a assinatura do compromisso.

"É uma iniciativa mundial para promover a sustentabilidade corporativa no mundo. Por que um clube de futebol adere a uma iniciativa dessa? Porque está posicionado no mundo. O São Paulo se posiciona na sociedade, entende a sua importância e está dando sua colaboração para a sociedade, mostrando que o futebol pode e quer colaborar para um mundo mais sustentável", afirma o diretor jurídico e de compliance do Tricolor, Roberto Armelin.

A ideia do clube é ter os princípios da ONU como norte para conduzir a gestão a práticas cada vez mais sustentáveis. Entre outros objetivos, o São Paulo se compromete a proteger e não violar os direitos humanos; eliminar a discriminação nos empregos que gera; promover maior responsabilidade ambiental; e combater a corrupção em todas as formas.

"Nós começamos um trabalho, é um caminho. Estamos dando passos. Ainda longe de onde queremos chegar, mas é mais um passo para uma gestão sustentável", afirma Roberto Armelin. "Os patrocinadores que a gente vai conversar e os parceiros que a gente tem negócios cada vez mais estarão vestindo essa camisa."

O São Paulo reforça que o objetivo principal de aderir ao Pacto Global é porque a iniciativa "está nos valores" do clube, não para melhor imagem com o mercado. "É sério e sincero, não só para sair bem na foto", diz Armelin, que entende que as práticas podem não impactar o futebol diretamente, mas indiretamente sim, por aumentar a eficiência em todos os departamentos.

O Tricolor foi o segundo clube brasileiro a assinar o Pacto Global, dois meses depois do Coritiba. Ainda não recebeu a aprovação da ONU, que costuma demorar alguns meses pelo número de aplicações, mas trata a adesão como certa. O próprio Pacto vê o entusiasmo são-paulino com bons olhos.

"Começamos a ver este movimento no futebol brasileiro, como temos em outros países, e o engajamento é muito importante", comemora o CEO do Pacto Global da ONU no Brasil, Carlo Pereira. "Clubes são importantes tanto nas suas operações, quanto na mobilização que geram. E somente juntas e juntos vamos alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a nossa grande meta no momento para o planeta."

ONU faz acompanhamento das ações

Uma vez aprovado pela ONU, o São Paulo vai precisar prestar contas anualmente sobre os avanços dentro da agenda de sustentabilidade, assim como as outras cerca de 1,7 mil empresas e instituições brasileiras que fazem parte do Pacto também precisam.

"Estes relatórios são submetidos à liderança do Pacto Global. Aqui no Brasil, temos o Observatório 2030, que monitora os compromissos públicos das empresas dentro dessa agenda e em tempo real. Então temos nessa ferramenta compromissos de direitos humanos, de clima, entre outros", explica Carlo Pereira, CEO do Pacto no Brasil.

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