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Colunistas: Por que técnicos como Felipão e Dorival voltaram a brilhar?

Felipão orienta jogadores do Athletico em jogo contra o Libertad, válido pela Libertadores - Divulgação / Conmebol
Felipão orienta jogadores do Athletico em jogo contra o Libertad, válido pela Libertadores Imagem: Divulgação / Conmebol

Colaboração para o UOL, em Santos (SP)

07/07/2022 11h17

Classificação e Jogos

Felipão, Dorival Júnior, Mano Menezes... O que esses técnicos têm em comum? Em um passado não muito distante, eles já foram classificados com atrasados, retrógrados, e hoje voltaram a ganhar destaque e espaço no futebol brasileiro em um período em que os treinadores gringos se tornaram a bola da vez.

Felipão fez renascer o Athletico e chegou às quartas de final da Libertadores pela oitava vez em sua carreira —o time paranaense ainda é o vice-líder do Brasileirão, atrás só do Palmeiras.

Dorival, por sua vez, ajustou o Flamengo e também colocou o time carioca entre os oito melhores da competição, com direito a uma goleada histórica de 7 a 1 sobre o Tolima.

Já o Inter de Mano Menezes garantiu a sua vaga nas quartas da Sul-Americana após golear o Colo-Colo por 4 a 1 e também vem muito bem no Brasileiro -aparece no quinto lugar.

Aproveitando a grande fase dos três treinadores brasileiros, nós convocamos os colunistas do UOL Esporte para responderem à seguinte pergunta: os técnicos brasileiros —como Felipão, Dorival e Mano— voltaram a brilhar? Por quê? Confira as respostas abaixo:

Dos quatro primeiros colocados do Brasileirão, três são estrangeiros. Estes brasileiros estão conseguindo virar o jogo em equipes onde a referência anterior era muito ruim e havia potencial reprimido. Mostra que há lenha para queimar na velha guarda. O que preocupa é a falta de oportunidade para o surgimento de novos talentos nacionais.
ALICIA KLEIN

O melhor time do país é o Palmeiras, comandado por Abel Ferreira. Vitor Pereira faz milagres no Corinthians e Turco Mohamed mantém o Galo até aqui nas três frentes. Os três treinadores brasileiros citados, por enquanto, podem ser exaltados pelas respostas relativamente rápidas, natural pela experiência dentro do contexto brasileiro.
ANDRÉ ROCHA

Felipão sempre deu resultado. O que ele é questionado é como consegue esse resultado. Muitas vezes em um esquema de jogo que não é o mais bonito. Dorival e Mano fazem trabalho de recuperação e têm por característica recuperar a confiança dos atletas. Precisa ver quando o nível de dificuldade subir se isso vai continuar. Ainda que eles estejam em alta, os melhores trabalhos ainda são de Abel Ferreira e Turco, sem contar o milagre que faz Vitor Pereira.
DANILO LAVIERI

O motivo é simples: são bons treinadores. Dorival Jr sempre fez bons trabalhos, apesar da falta de um título nacional. Esteve afastado e voltou muito bem no Ceará. Agora, no Flamengo, está conseguindo o que outros consideravam impossível: unir Pedro e Gabigol. Felipão não pode ser lembrado apenas pelos 7 x 1 e nem pode ser cobrado por falta de conceitos modernos. Encontrou um bom elenco e está indo bem. Quanto a Mano, no momento, está abaixo dos dois. Virou contra o Colo-Colo, mas foi "virado" contra o Botafogo.
MENON

Nenhum deles desaprendeu. Todos tiveram grandes trabalhos no passado, indiscutivelmente. Seria natural, após uma avalanche de treinadores estrangeiros no futebol brasileiro, muitos deles ótimos e outros nem tanto, que houvesse uma revalorização dos profissionais brasileiros. Além do mais, Mengo, Furacão e Inter tem bons elencos, e fazendo o "arroz com feijão" podem colher bons frutos, como já estão colhendo.
MILTON NEVES

Cada caso tem sua particularidade. No geral, não vejo muita mudança. Como sempre, há técnicos brasileiros com bom desempenho e outros não indo bem. Sobre Dorival, Mano e Felipão, o que enxergo em comum é o fato de os três terem começado seus trabalhos atuais fazendo o simples para organizar os times que comandam.
PERRONE

É cedo para dizer que Felipão, Mano e Dorival voltaram a brilhar. O trabalho deles está só começando. Mano e Dorival substituíram estrangeiros muito fracos. E Felipão, com todo o seu carisma de campeão do mundo, deu uma injeção de ânimo no Athletico. Recomendo cautela nessa análise. Treinadores como Jorge Jesus e Abel Ferreira estão em um patamar bem mais elevado.
RENATO MAURÍCIO PRADO

Esses técnicos vivem períodos de altas e baixas, o que é normal. Mas geralmente o início de trabalho é sempre bom. Com as eliminações pela frente, o cenário já começa a mudar, já que a tolerância com os mesmos é muito pequena.
RODOLFO RODRIGUES

Acho que o grande erro é colocar os técnicos em prateleiras baseadas na nacionalidade deles. Há técnicos brasileiros bons e ruins, que fazem trabalhos efetivos e depois podem ir mal em outro clube. O mesmo acontece com treinadores de qualquer outra nacionalidade. Não é uma questão do local de nascimento, mas dá qualidade deles. Felipão, Mano e Dorival já mostraram em diversos outros momentos a capacidade que têm. Assim como Fernando Diniz, Rogério Ceni, Renato Gaúcho, só para citar mais três.
RODRIGO COUTINHO

Tudo na vida é subjetivo. Melhor ou pior depende do referencial. Dorival, Felipão e Mano iniciaram muito bem e são bem avaliados porque as respectivas torcidas têm na memória os péssimos trabalhos de Paulo Sousa, Alberto Valentim (Carille nem teve tempo) e Medina. Continuidade de técnico ruim só é bom no time dos outros...
VITOR GUEDES

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